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Botão vermelho

 

1.
O mundo inteiro devia votar nas eleições americanas. E nas russas.

Se um maluco como o Trump ou um maníaco como o Putin assumem o comando de um arsenal atômico ao mesmo tempo, não são apenas Washington e Moscou que viram cinza – somos todos incinerados por tabela.

Putin está no poder, mas do lado de cá tem o Obama.

Quando aqui tinha o Reagan, lá estava o Gorbatchov, pra equilibrar.
Por isso continuamos vivos, porque quando só um quer, dois não destroem o planeta.

Não faz muita diferença quem esteja no poder no Canadá ou na Noruega. Mas a humanidade inteira tinha que poder dar pitaco nas eleições em países com acesso a bombas atômicas.

Se um dos princípios da democracia americana é não haver taxação sem representação – ou seja, só pago imposto se puder escolher quem cria os impostos – por extensão, só devemos aceitar correr o risco de ser aniquilados numa hecatombe nuclear se pudermos eleger o dono do dedo que aperta o botão vermelho.

Já imaginou a Dilma com um poder desses nas mãos? Vai que dá um dos seus célebres pitis com murros na mesa e a coisa dispara por engano.

Já pensou um Maduro, um Duterte (é o psicopata da vez, nas Filipinas), um Bashar al Assad, com o poder de fazer com o planeta o que o PT fez com o Brasil, arrasando tudo?

Que o Texas votasse em peso no Trump seria o de menos. O resto do mundo, que é bem mais sensato, votaria na Hillary e a gente tocava o bonde.

2.
Freixo diz que não aceita apoio de criminoso. Tá certo.

Mas peralá, ele não recebeu de braços abertos o apoio de Lula, Jandira, Lindbergh?

Ou pra ele só miliciano é que é bandido?

3.
Crivella padece da síndrome de Dr. Jeckyll e Mr. Hyde.

Quando era bispo da Universal e se dedicava a tomar dinheiro de pobre e demonizar gay e preto, parecia não dar a mínima para o que pensavam das estupidezes que ele falava a escrevia.

Agora que virou candidato, alega que eram traquinices de uma criança imatura de 42 anos, que mudou da água (benta, a R$ 50,00 o fraco de 50ml) para o vinho (francês, desses bem caros, que não devem faltar em sua adega de milionário).

Vai ser eleito, infelizmente, e levar adiante o plano do seu tio e mentor Edir Macedo de colocar os fundamentalistas no poder.

A História tem exemplos de sobra de que isso nunca acaba bem.

4.
No mais, não terão sido vãos os embates sanguinários entre Hillary e Trump.

A carnificina entre Freixo e Crivella.

O conflito implacável entre a narrativa petista e a realidade.

Estamos, finalmente, prontos para o aniversário do Guanabara, que começa hoje.