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Cherchez la femme

 

Hoje ficamos sabendo que o Instituto Lula (fechado pela Justiça Federal por haver “indícios veementes de que crimes podem ter sido iniciados ou instigados na entidade) foi ideia da finada Marisa Letícia.

D. Marisa nunca me enganou.

Aquele jeitão de patroa, dona de casa, mãe de família, uma D. Nenê com mais botox, voltada para o marido e os filhos e preocupada, no máximo, com a macarronada de domingo, era cortina de fumaça.

O louro natural era camuflagem para uma estrategista empenhada em compartilhar experiências de políticas públicas de combate à fome e à pobreza com os países da África, promover a integração da América Latina e ajudar a fazer o resgate da história da luta pela democracia no Brasil.

Nisso, fez jus à tradição das mulheres da família Lula da Silva.

Foi de Dona Lindu, mãe do ex presidente, a ideia de comprar Pasadena e criar a refinaria de Abreu e Lima, aquela que deu um lucro negativo de vários bilhões à Petrobras.

No pau de arara em que vinha do sertão de Pernambuco com o filho no colo, Dona Lindu contemplou o semiárido e pontificou: “Êta lugarzim bão para um polo petroquímico em parceria com algum governo identificado com o socialismo do século 21!”

Dona Lindu podia ser analfabeta e desdentada, mas tinha tino. E o filho jamais esqueceu suas palavras.

Ele tampouco deixou cair no esquecimento o que lhe disse, ainda na lua de mel, sua primeira mulher, Maria de Lourdes. Quando Lula lhe perguntou “foi bom?”, ela respondeu que ele devia fazer uma parceria institucional com a Odebrecht, a OAS, a Camargo Correa e a UTC, usar do seu prestígio para alavancar negócios em Angola, investir em sondas de perfuração de pré-sal e dar palestras.

Infelizmente, nenhuma está viva para confirmar.

Pena mesmo.

Nove inverdades e uma desmentira

 

1. Fui eleita com 54 milhões de votos. Meu vice não teve nenhum.

2. Nunca soube de qualquer malfeito na Petrobras.

3. Eu e o presidente Lula sempre tivemos um ótimo relacionamento.

4. Jamais conversei com Mercadante sobre propina.

5. Encontrei Marcelo Odebrexe uma única vez, no banheiro do aeroporto no México, onde eu tinha ido tirar água do joelho. Não entendi nada do que ele falou, porque ele fala muito enrolado.

6. Minha campanha não teve caixa 2.

7. A dieta Ravenna me deixou mais jovem.

8. Não falo da minha vida afetiva, mas posso garantir que não saúdo a mandioca faz tempo.

9. Eu quis nomear o presidente Lula pra Casa Civil porque ele tinha perfil para o posto.

10. Não pedalei, não quebrei o país, jamais usei casaquinho vermelho e o impítimã foi golpe.

Bom ladrão

 

Assim como existem o bom e o mau colesterol, FHC quer que acreditemos que há o Caixa 2 do bem, além daquele malvado Caixa 2 nosso velho conhecido.

O “Caixa 2 do Bem” seria, na verdade, um “Caixa 1 e ½”. É 2 porque veio por fora, mas também é 1 porque foi para a campanha, não para o bolso. Tirando a média…

Trata-se, claro, de uma falácia.

Se o dinheiro é legal, pode ser doado e recebido legalmente. Só escoa pelo Caixa 2 o dinheiro sujo, aquele que não ousa dizer a origem. E usar dinheiro sujo na política não é mais que uma tentativa de lavá-lo – lembrando que lavagem de dinheiro, quaisquer que sejam a lavanderia, o sabão e o amaciante, é crime.

FHC, do alto de sua vasta sabedoria, pretende que tenhamos a sensibilidade de distinguir o joio assumido do joio que finge ser trigo. Mais ou menos o que fazemos com quem rouba para o lazer e quem rouba para comer. Mas não cola.

Se o Caixa 2 vai para o bolso ou para a urna, é indiferente. A urna é só um pit stop – quem usa dinheiro roubado para se eleger vai acabar embolsando esse dinheiro mais adiante.

Outro sábio, o sr. Luís Inácio, conseguiu convencer muita gente (inclusive alguns “intelectuais”) de que os fins ilícitos justificam os meios escusos; que a corrupção em nome da Esquerda é menos corrupta que a da Direita. Que o desemprego e a recessão provocados pelo PT de Dilma não são tão desemprego nem tão recessão quanto os provocados pelo PMDB de Sarney. Se a Esquerda é por mim, quem será contra mim?

Como na foto em que se abraçam no Sírio e Libanês, em alguns pontos FHC e Lula se tocam, se apoiam, olham juntos na mesma direção: a de livrar a própria barra.

Os petistas viveram seu purgatório na Lava Jato e usaram todo o seu arsenal de contorcionismos para tentar escapar da lei. Agora, com a delação da Odebrecht, é a vez dos tucanos irem suar um pouquinho no mármore do inferno. E nessa hora seus discursos se afinam, uma mão tenta desesperadamente lavar a outra.

FHC, exatamente como Lula, quer nos convencer de que há o Bom Ladrão e o Mau Ladrão.

Nem pense em perdoá-los, Moro. Eles sabiam o que faziam.

Retrospectiva

 

Contra todas as evidências, 2016 poderia ter sido pior.

1. Dilma podia não ter sido impichada.

2. Fidel ainda podia estar vivo.

3. Lewandowski, ter mudado o regimento e se reeleito presidente do STF.

4. Cunha ainda estar solto.

5. Os nudes vazados podiam não ter sido os da Bruna Marquezine e do Paulo Zulu, mas os da Graça Foster e do Cerveró.

6. Cabral, em vez de lavar dinheiro em joias, ter investido tudo em Romeros Brittos.

7. Em vez de gradear só a orla Conde (“pra evitar que alguém caísse no mar”), a Marinha podia ter colocado grades todas as ruas (pra evitar que alguém fosse atropelado), todas as plataformas do metrô (para evitar que alguém caísse nos trilhos) e todas as praias (pra evitar que alguém tomasse sol sem protetor).

8. Zelada, Paulo Roberto, Duque & Cia poderiam ter continuado desviando verba da Petrobrás sob o olhar cúpido do Lula.

9. Podia ter havido um atentado nas Olimpíadas do Rio – e nenhum político ter sido atingido.

10. A exemplo das micaretas, a Globo podia ter inventado o Especial de Natal fora de época do Roberto Carlos, em agosto.

11. A moda das ombreiras podia ter voltado.

12. O Marcelo Odebrecht poderia ter acreditado na retomada da parceria com o Lula em 2018, e desistido da delação premiada.

13. Podia não ter havido sobreviventes no voo da Chapecoense.

14. Ou Galvão Bueno podia estar no voo – e ter sido o único sobrevivente.

15. Podíamos não ter comprovado quão canalha é o Dimenstein e quão oportunista é a sua Catraca Livre.

16. O programa do Jô podia não ter terminado.

17. Nem o da Regina Casé.

18. Podiam ter morrido não “apenas” o Prince, o David Bowie, o Leonard Cohen e o George Michael, mas também o Mick Jagger, o Bob Dylan, o Tom Waits…

19. “Aquarius” podia ter sido indicado ao Oscar – e teríamos que aguentar a petralhada comemorando a indicação até 26 de fevereiro, e, a partir do dia 27, ter que suportá-los choramingando que a perda da estatueta foi golpe.

20. Clarice Falcão podia ter feito mais clipes.

21. Ou feito só aquele, mas convidado pra mostrar pirus e pepecas seus amigos petistas – Beth Carvalho, José de Abreu, Marilena Chauí, Paulo Betti, Jandira Feghali, Paulo Henrique Amorim, Marieta Severo, Tico Santa Cruz, Alcione, Leci Brandão.

22. O vídeo de sexo oral do Alexandre Borges podia não ter sido com um travesti, mas com a Suzana Vieira.

23. Podia ter sido o Malafaia o candidato dos pentecostais à Prefeitura do Rio.

24. Ana Carolina podia ter gravado um CD com músicas natalinas.

Melhor pensar duas vezes antes de reclamar de 2016.

Não verás país

 

Antigamente era a Europa que se curvava ante o Brasil.
Agora são os Estados Unidos.

O Departamento de Justiça da terra do Trump declarou que a atuação da Odebrecht e da Braskem é “o maior caso de suborno da História”.

Uma merreca de um bilhão de dólares indo para o bolso de políticos e executivos não só do Brasil, mas da Argentina, Peru, Equador, Colômbia, Venezuela, Panamá, Guatemala, México, República Dominicana, Angola, Moçambique e outros menos votados.

A maior propina foi paga em Moçambique, mas a melhor relação custo x benefício foi aqui mesmo. Investiram 349 milhões de dólares em doações não contabilizadas, obras em sítios etc, e faturaram 1,9 bilhão. Melhor que narcotráfico e lenocínio.

“Maior caso de suborno da História”.

Tem coisas que só o PT faz por você.

~

O povo tanto pediu intervenção militar que a Marinha resolveu gradear a Orla Conde, no Rio.

Se insistissem mais um pouco, a Aeronáutica era capaz de interditar o Sambódromo e o Exército mandava pintar de branco os troncos de todas as árvores da Floresta da Tijuca.

~

Crivella está saindo melhor que a encomenda.

Nomeou uma tucana para a Assistência Social e a filhota do Garotinho para o Desenvolvimento.

Para a Educação, indicou um ex-terrorista. E para a Ordem Pública, o coronel que prendeu o tal ex-terrorista durante a ditadura.

Economizou uns trocados mandando o seu vice fazer dupla jornada e acumular a Secretaria de Transportes.

Botou a neta de D. Zica e de Cartola na Cultura, e para a Conservação e Meio Ambiente escolheu um pastor que acredita no criacionismo e acha que deviam ensinar Adão, Eva, maçã e cobra nas aulas de Ciências.

Agora, sim, o Rio sai da lama.

Isenção unilateral

 

A Carta Capital, quem diria!, recebeu 3,5 milhões da Odebrecht.

Mas não foi doação. Foi empréstimo.

E a pedido do Guido Mantega, então Ministro da Fazenda.

Não adianta se perguntar por que cargas d’água um Ministro da Fazenda pediria dinheiro emprestado para uma revista – que por acaso tem como única missão na vida defender o PT.

Ou por que a Carta Capital não foi a um banco, ou a um agiota – e preferiu pedir dinheiro emprestado a uma construtora.

A dívida foi paga em publicidade (na própria revista, claro) e patrocínios a eventos.

Pelo menos não foi em “assessorias”, “palestras” ou textos na base do copipeiste da internet, como é mais usual nesses casos.

Com financiamentos assim, é mais fácil (parodiando o “Sensacionalista”) ser uma revista isenta de verdade.

~

O governo petista da Venezuela (regime similar ao bolivariano que tivemos por aqui) prossegue nos avanços sociais.

Depois de conseguir para o trabalhador venezuelano uma inflação de 500% ao ano, agora inova com um confisco de Natal.

O povo tem 72 horas para trocar as cédulas de 100 bolívares, que correspondem a 77% do dinheiro em circulação no país.

Passado esse prazo, a cédula perde o valor.
Quem não trocou, trocasse.

O motivo não é tirar dinheiro de circulação, mas “combater máfias apoiadas pelos Estados Unidos”.

Aham.

~

Os chineses tentaram com dumping.

Os terroristas árabes tentaram com bombas e ataques suicidas.

Os russos optaram pela estratégia mais radical de eleger o Presidente da República e deixar que ele se encarregue do serviço sujo.

Thug life.

Diálogos republicanos

 

– Não entendo este país. Há algumas décadas, todo mundo era a favor da anistia. Agora é todo mundo contra.

– Ah, o povo! Data vênia, quem entendê-lo-á?

– Tava tudo dominado. Era questão de horas. E agora…

– Não desesperar-nos-emos. Como diria, ipsis literis, o Sérgio Cabral, vão-se os anéis, ficam os brincos e os colares.

– Eu quero saber como é que fica é o caixa dois!

– Encaixá-lo-emos em alguma outra lei, a posteriori. A da repatriação. A da previdência. A do ensino médio.

– E o Calero?

– Achei que calá-lo-ia com um kit da Maybelline. Que metrossexual resistiria? Mas equivoquei-me com essa persona non grata.

– Eu avisei: bota um dos nossos…

– Na Cultura? Vade retro! Nem eu queria que houvesse a Cultura.

– Ainda se fosse a Apicultura, a Floricultura, a Lipoescultura…

– Alea jacta est. Agora o Geddel conformar-se-á com um apartamento no décimo terceiro andar.

– E eu, cumé que eu fico?

– Com um curriculum vitae como o seu – ex-ministro, ex-presidente do Senado – não deixá-lo-ão ad aeternum na fila do seguro desemprego.

– Mas o STF começa a me julgar esta semana. Se eu perder o foro privilegiado e não sair a anistia ao caixa dois, vou acabar fazendo companhia ao Cunha. Ao Cunha!

– Quo usque tandem abutere, Renan, patientia nostra? Se eu disse que daria um jeito, dá-lo-ei, caraca!

– E tem que ser logo, antes da delação premiada da Odebrecht. Porque tu também tá nessa…

– Vox Populi. Quo vadis? Causa mortis, carpe diem, alter ego…

– Hã?

– Nada, estou gastando o Latim enquanto penso em como salvar-nos-emos desta e manteremos o status quo.

– E se combatermos duramente o caixa dois…

– …dando um cala boca na vox populi…

– … e dissermos que o que recebemos por fora foi caixa três, ou caixa quatro…

– … que não é crime no Código Penal! Dura lex, sed lex!

– Meu garoto!

– Meu paipai!

Letícia no país das maravilhas

 

Num mundo ideal, Letícia Sabatella andaria pra lá e pra cá na Praça Santos Andrade sem que ninguém se importasse com isso.

Faria muxoxos a cada menção ao juiz Sérgio Moro, balançaria a cabeça indignada com os “fora, Dilma”, daria murros na palma da mão sempre que ouvisse um “Lula na cadeia” e verteria uma sentida lágrima quando alguém berrasse que nossa bandeira jamais será vermelha.

Mas continuaria andando pra lá e pra cá, sem ser notada, sem incomodar ninguém.

Andaria em círculos pela praça, sem encontrar um único amigo, um fã que lhe pedisse um autógrafo ou uma selfie. Vagaria feito alma penada entre os empolgados manifestantes de camisa amarela e bandeira nacional sobre os ombros.

Num mundo ideal, Letícia Sabatella vaiaria os que discursassem contra a corrupção – e no máximo atrairia olhares de desaprovação, ou de pena.

Gritaria, de punho cerrado, palavras de ordem (“Dirceu / guerreiro / do povo brasileiro!”) e talvez ouvisse um “shhhh!” ou um “moça, não grita no meu ouvido”.

Quem sabe tirasse da bolsa a bandeira vermelha com a efígie de uma Dilma ainda jovem e os dizeres “coração valente” e corresse pela praça, desafiando e desafinando o coro contente de bandeiras verde e amarelas. As pessoas a deixariam correr, com aquela condescendência com que se trata as crianças, os inimputáveis.

Cansada das traquinagens, suada e feliz, Letícia Sabatella seguiria seu caminho – indo contar aos companheiros como lutou (e venceu) os moinhos de vento da globalização. Daria detalhes de como fizera recuar os burgueses, de como as elites caíram de joelhos diante de sua bandeira vermelha, de suas palavras de ordem, de sua cabeleira desalinhada e carente de um bom xampu.

Mas o mundo não é ideal. É feito de gente de carne e osso, e com sangue quente irrigando essa carne, e sustentando esses ossos.

Gente que vê em Letícia Sabatella aquilo que mais abomina: o desprezo pela ética, o descompromisso com a verdade, a manipulação, a mentira. Gente que se cansou de ser roubada, de pagar pelos luxos de uma elite que se diz proletária e que só sabe produzir mais miséria. Gente que quer estancar a sangria de dinheiro público, que quer boas práticas na política – e também gente que quer menos governo e mais iniciativa privada, menos impostos e mais liberdade, que execra o controle dos meios de comunicação, o aparelhamento do Estado, a ideologização do ensino.

Letícia Sabatella, ali, para essas pessoas, era um insulto, um escárnio. Não era só a moça bem intencionada e cabecinha de vento na hora errada, no lugar errado: era tudo aquilo que se quer banido da vida pública. Era tudo que se quer na cadeia, pagando pelos crimes cometidos contra a Constituição, contra o Código Civil, contra a moral e os bons costumes.

Letícia Sabatella tinha todo o direito de estar ali (a Praça Santos Andrade é do povo, como o céu é das gralhas azuis) – mas não naquela hora, não com aquele riso de deboche.

“Eles não sabem o que fazem”, escreveu ela – a que foi se queixar ao Papa – pegando a si mesma para Cristo, sentindo-se a própria crucificada entre dois ladrões (Lula e Dilma, possivelmente).

Para ela, os fariseus são os outros. Os vendilhões do templo são os outros. Os delatores são os novos Judas. Ela deve crer que Lula ressuscitará em 2018 e seu reino não terá fim.

Letícia Sabatella vive no seu mundo sem recessão, sem crise, sem Lava Jato, sem petrolão, sem desemprego, sem inflação, sem formação de quadrilha, sem tríplex nem sítio de Atibaia, sem pedalada, sem Odebrecht, sem licitações fraudulentas, sem sanduíches de mortadela. E presta queixa à polícia quando seu caminho cruza com o mundo real.

Escalação

 

1.
Com o autogolpe, as coisas voltam aos seus devidos lugares: Lula reassume a presidência e Dilma cai de novo na clandestinidade.

2.
Pra ninguém dizer que não estamos evoluindo.
Em 93, Lula dizia que o Congresso tinha 300 picaretas.
A lista da Odebrecht, de 2016, traz apenas 200.

Neste ritmo, chegaremos ao século 22 com praticamente zero picaretagem.

3.
O diplomata que disparou telegramas para todas as embaixadas brasileiras alertando para o risco de golpe no país foi advertido verbalmente e não poderá mais mandar mensagens sem autorização de um adulto.

4.
Alguém, por favor, explique aos petistas que não faz o menor sentido o seu “argumento” contra o impeachment de que “se sair Dilma, assume o PMDB”.

Será que quem votou na Dilma não sabia que estava votando também no Temer? Que foram eles que colocaram o Temer lá, no banco de reserva para o caso de lesão da titular?

5.
Nervosinho, Múmia e Caranguejo.
Lindinho, Atleta, Passivo, Viagra e Escritor.
Grego e Avião.

Escalação de time de várzea?
Não: apenas os codinomes de Sarney, Jarbas Vasconcelos, Randolfe Rodrigues, Eduardo Paes, Eduardo Cunha, Renan Calheiros, Jaques Wagner, Manuela d’Ávila, Lindbergh Farias, Humberto Costa e Jorge Picciani na lista da Odebrechat – não necessariamente nesta ordem.

Imagino como devem ser animados os encontros de Lindinho e Avião, Nervosinho e Múmia, Passivo e Viagra. Tudo regado a muita Brahma e com Madame por perto, fazendo vista grossa.

6.
A Odebrecht tinha um departamento (de “Operações Estruturadas”) só para gerenciar os pagamentos ilegais.

E a gente pensando que o PT é que era o top top top no crime organizado.

Assessoria

 

Quando você pensa que já bateu no fundo do poço sem fundo, vem a mulher do João Santana declarar que:

1. A grana que tem no exterior veio do Hugo Chávez (convenientemente morto) e de “trabalhos” (não esclareceu se de umbanda ou candomblé) para o José Eduardo dos Santos, presidente vitalício de Angola.

2. O dinheiro que recebeu da Odebrecht foi para a campanha da Venezuela.

3. O caixa 2 foi exigência dos contratantes.

4. A assessoria a Dilma foi feita de graça, “em razão da amizade mantida” com a Presidenta.

5. João Santana não é o “Feira”.

Cadê o Instituto Lula que não contrata essa mulher?? Ela é de enrubescer o Ruy Falcão! Mais um pouco e ela declarava que ganhava a vida honestamente fazendo chapinha em crina de mula sem cabeça.