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Progressismo

 

Quando Maduro assumiu o poder na Venezuela, a pobreza atingia 48,4% da população.
Hoje atinge 81,5%.
O PT apoia esse governo.

Quando Maduro assumiu, a inflação era de cerca de 60% ao ano.
A inflação prevista para este ano era de 700%
A nova previsão é que chegue, ao final de 2017, entre 1.660% e 2.200%.
O PT apoia esse governo.

O percentual de famílias sem recursos para comprar comida é de 93%.
O índice de escassez de remédios é de 92%.
O PT apoia esse governo.

2 milhões de venezuelanos deixaram o país nos últimos 15 anos.
O êxodo para o Brasil, em busca de melhores oportunidades, cresceu 3.000% no último ano.
O PT apoia esse governo.

O poder judiciário, aparelhado pelo chavismo, deu um golpe, assumindo os poderes do legislativo.
O PT apoia esse golpe e esse governo.

O chavismo reprime com violência as manifestações por democracia.
2.000 pessoas foram presas em manifestações.
39 pessoas foram mortas nesses protestos.
O país tem 77 presos políticos.
O PT apoia esse governo.

Diz-me o que apoias, e te direi o que és.

Moeda forte

 

1.
O prefeito do Rio, Marcelo Crivella, é um homem bule, ou seja, de pouca fé.

Passou a vida convencendo os miseráveis mundo afora – até na África, onde a miséria é ainda mais miserável – a doar o pouco que tinham para garantir não só um imóvel do Minha Casa Minha Vida-Após-a-Morte lá no céu, como a cura de todos os males – principalmente os incuráveis – deste lado de cá do túmulo.

E quando lhe aparece um tumorzinho na próstata, ele esquece os prodígios que viu nos altares dos teatros, ops, dos templos da família e vai se tratar com medicamentos mundanos e, se necessário, cirurgia.

Para que servem, então, a água milagrosa do Rio Jordão? O sabonete ungido? O paninho com o sagrado suor do pastor?

Casa de obreiro, espeto de pau.

2.
O juiz Marcelo Bretas não estava errado ao conceder o benefício da prisão domiciliar à ex-primeira dama Adriana Ancelmo.

Errados estão todos os outros juízes, que negam sistematicamente esse direito às demais presidiárias com filhos pequenos. Principalmente àquelas que não podem pagar babás e governantas uniformizadas.

O erro do juiz Marcelo Bretas foi crer que arrancar da tomada os telefones e cortar o uaifai bastariam para que a esperta esposa do Sérgio Cabral ficasse quietinha em casa, fazendo as unhas, regando as plantas, vendo novela ou ajudando no dever de casa das crianças, como alguma esposa-modelo dos anos 50.

Se não consegue impedir que o crime organizado continue na ativa, falando livremente ao celular em Bangu, ia conseguir isso num apartamento de luxo no Leblon?

3.
A polícia apreendeu 40 milhões de bolívares (moeda venezuelana) numa favela carioca.

Não se sabia como o dinheiro chegara ali, nem para quê.

Seria para comprar armas na Venezuela? Drogas?
Mas por que bolívares – e não dólares, euros, reais, moedas mais valorizadas e de maior aceitação?

Sabe-se agora que as cédulas seriam apagadas com uma lavagem química e só se aproveitaria o papel para imprimir dólares, euros, reais – transformando-se, aí sim, em dinheiro de verdade.

Quer melhor metáfora para o que o Hugo Chávez e Nicolás Maduro fizeram com a economia de um dos maiores produtores de petróleo do mundo?

4.
O IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do Brasil estagnou.

Permanecemos atrás até da Venezuela, que tem 81,8% da população na miséria – sendo 51,5% em pobreza extrema.

Nada que não possa ser resolvido com o retorno do PT ao poder, em 2018.

Lula sabe muito bem o que não deu certo no governo Maduro (Maduro é a Dilma do Chávez) e o que deu errado no governo Dilma (Dilma é o Maduro do Lula).

Com Lula lá de novo, só não chegaremos aos 100% de miseráveis porque tem sempre os 10% de petistas, filopetistas e isentões que vão se dar muito bem.

Os venezuelanos se preparem morrer de inveja (se não morrerem antes de fome) porque não podem ressuscitar a jararaca deles, e nós, pelo visto, podemos dar uma sobrevida à nossa.

E aguardem que, tudo correndo como apregoa a Folha de São Paulo, em breve haverá apreensão de milhões de reais em alguma favela paraguaia.
Grana que eles irão lavar para imprimir guaranis.

Botão vermelho

 

1.
O mundo inteiro devia votar nas eleições americanas. E nas russas.

Se um maluco como o Trump ou um maníaco como o Putin assumem o comando de um arsenal atômico ao mesmo tempo, não são apenas Washington e Moscou que viram cinza – somos todos incinerados por tabela.

Putin está no poder, mas do lado de cá tem o Obama.

Quando aqui tinha o Reagan, lá estava o Gorbatchov, pra equilibrar.
Por isso continuamos vivos, porque quando só um quer, dois não destroem o planeta.

Não faz muita diferença quem esteja no poder no Canadá ou na Noruega. Mas a humanidade inteira tinha que poder dar pitaco nas eleições em países com acesso a bombas atômicas.

Se um dos princípios da democracia americana é não haver taxação sem representação – ou seja, só pago imposto se puder escolher quem cria os impostos – por extensão, só devemos aceitar correr o risco de ser aniquilados numa hecatombe nuclear se pudermos eleger o dono do dedo que aperta o botão vermelho.

Já imaginou a Dilma com um poder desses nas mãos? Vai que dá um dos seus célebres pitis com murros na mesa e a coisa dispara por engano.

Já pensou um Maduro, um Duterte (é o psicopata da vez, nas Filipinas), um Bashar al Assad, com o poder de fazer com o planeta o que o PT fez com o Brasil, arrasando tudo?

Que o Texas votasse em peso no Trump seria o de menos. O resto do mundo, que é bem mais sensato, votaria na Hillary e a gente tocava o bonde.

2.
Freixo diz que não aceita apoio de criminoso. Tá certo.

Mas peralá, ele não recebeu de braços abertos o apoio de Lula, Jandira, Lindbergh?

Ou pra ele só miliciano é que é bandido?

3.
Crivella padece da síndrome de Dr. Jeckyll e Mr. Hyde.

Quando era bispo da Universal e se dedicava a tomar dinheiro de pobre e demonizar gay e preto, parecia não dar a mínima para o que pensavam das estupidezes que ele falava a escrevia.

Agora que virou candidato, alega que eram traquinices de uma criança imatura de 42 anos, que mudou da água (benta, a R$ 50,00 o fraco de 50ml) para o vinho (francês, desses bem caros, que não devem faltar em sua adega de milionário).

Vai ser eleito, infelizmente, e levar adiante o plano do seu tio e mentor Edir Macedo de colocar os fundamentalistas no poder.

A História tem exemplos de sobra de que isso nunca acaba bem.

4.
No mais, não terão sido vãos os embates sanguinários entre Hillary e Trump.

A carnificina entre Freixo e Crivella.

O conflito implacável entre a narrativa petista e a realidade.

Estamos, finalmente, prontos para o aniversário do Guanabara, que começa hoje.

Laranja

 

1.
Já deve ter começado a patrulha a quem pintou a foto nas cores da bandeira da Bélgica, postou algo ao estilo “Je suis Bruxelas” ou se solidarizou com as vítimas do atentado – se esquecendo de Mariana, Santa Maria, Amarildo, dos deslizamentos em Friburgo ou do acidente do Cristiano Araújo.

Por via das dúvidas, melhor nem comer chocolate belga – e esconder as gaiolas, caso tenha canário belga em casa.

2.
Vergonhoso o pedido de perdão do Cláudio Botelho ao Chico Buarque.

Vassalagem tem limite.

3.
O Zavascki fez o que se esperava dele: arrancou Lula das garras do maléfico Moro e o aninhou sob as asas protetoras do foro privilegiado.

Lula, que nunca quis mesmo ser subalterno da Dilma, agora pode governar tranquilamente, nas sombras, bem ao seu gosto.

Talvez dê um grande impulso à citricultura nacional o fato de termos agora uma presidenta laranja.

4.
Evo Morales, Rafael Correa e Nicolás Maduro estão em campanha contra o golpe no Brasil, defendendo a democracia.

A gente morre e não vê tudo.