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Democrascismo

 

“A democracia, hoje, significa diretas-já e Lula presidente.”
(Rui Falcão, presidente do PT)

Deixa eu ver se entendi.
“Democracia” significa passar por cima da Constituição e impor o seu candidato (que nem pode ser chamado de candidato, já que se ele não for eleito não vale).

Num dicionário em que isso seja “democracia”, faz todo sentido dizerem que Lula é “honesto”, que houve um “golpe” e que todos os que discordam deles são “fascistas”.

É um dicionário de antônimos, e eles ainda não se deram conta.

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“Enquanto estivermos assistindo o duelo entre justiça social e combate à corrupção em Curitiba esta semana, continuaremos sendo governados pela turma que não está preocupada nem com uma coisa, nem com a outra”.
(Celso Rocha de Barros, na “Folha de São Paulo”, 8/5/17)

O autor é apresentado como doutor em Sociologia pela Universidade de Oxford, mas alguém deveria desenhar para ele que:

1. Não há duelo. Há um juiz interrogando um réu, conforme manda a lei.

2. O combate à corrupção não se opõe à justiça social, mas à corrupção.

3. Não há qualquer denúncia, inquérito ou investigação contra Lula por praticar “justiça social”, mas por corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, obstrução de justiça, tráfico de influência e organização criminosa.

3. Roubar bilhões, que poderiam ter sido usados em saneamento, infraestrutura, educação, saúde, tecnologia, é injustiça social.

4. “A turma” que hoje governa é praticamente a mesma que governava antes, expurgados os petistas. Essa, sim, nunca esteve minimamente preocupada nem com uma justiça social nem com combate à corrupção.

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Se uma testemunha viu alguém matar alguém, e seu depoimento é consistente, e não há contradição com o que disseram outras testemunhas que também viram a cena, não é preciso um vídeo pra provar quem é o assassino. Simples assim.

E se o que dizem as testemunhas não conta, por que é que Lula arrolou 87?

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Não contente em publicar a asquerosa charge do Chico Caruso ontem, o Globo a republicou hoje, revista e ampliada (agora inclui o Lula, com cara de coitadinho).

Se ontem relutei em cancelar a assinatura, hoje não teve coré coré.

Case closed.

Folhices

 

Folha de São Paulo fazendo folhices:

“Decisão de Fachin sobre caso de Antonio Palocci revolta segunda turma do Supremo – A decisão do ministro Edson Fachin de empurrar para o plenário o habeas corpus de Antonio Palocci causou irritação generalizada na segunda turma do Supremo, que originalmente trata da Lava Jato. O único que neste momento atua como bombeiro no impasse é o decano Celso de Mello.”

1. A irritação não foi “generalizada na segunda turma”. Deve ter se limitado a Gilmar, Toffoli e Lewandowski – já que Fachin não pode ter ficado irritado com a própria decisão, e Celso de Mello, se atua como bombeiro, tampouco. Alguém precisa informar à Folha o que significa “generalizada”.

2. O ministro Fachin não “empurrou” para o plenário o habeas corpus de Palocci. Ele fez o que já fizeram outros ministros, que compartilharam com todos os demais membros da corte as decisões de maior repercussão, evitando decidir monocraticamente ou no âmbito da sua turma.

“Advogados da Lava Jato aproveitaram para jogar ainda mais gasolina no episódio, dizendo que Edson Fachin descredibilizou a segunda turma.”

3. Quem descredibilizou (existe este verbo?) a segunda turma foi o Trio Calafrio.

4. Que credibilidade têm os “advogados da Lava Jato” para credibilizar ou descredibilizar alguém?

“Integrantes da corte não minimizaram o incômodo e fizeram questão de lembrar que, ganhando ou perdendo no plenário, Fachin terá de conviver com a segunda turma até o fim da Lava Jato.”

5. “Integrantes da corte” se esqueceram que a segunda turma também terá que conviver com Fachin (e Celso de Mello) até o fim da Lava Jato (ou seja, ad seculum seculorum).

Plugado

 

Só tem uma coisa pior que pesadelo.
Insônia.

Três da madrugada, você tem a impressão de que já mudou de posição mais vezes que político do PMDB, e ainda não dormiu nada.

E só sabe que são três da madrugada porque abriu o olho uma dúzia de vezes pra ver se tava clareando – não tava – e foi checar no celular que horas eram, achando que a culpa era do horário de verão.
Não era.

Ficar na cama, procurando esvaziar a mente e abrir caminho pro sono dar as caras – ou assumir que não vai rolar, e começar o dia antes mesmo de o dia começar: eis a questão.

Três da madrugada é uma boa hora para fazer as propostas que você prometeu que ia mandar ontem (quando o cliente acordar, já vão estar na caixa postal dele, ele vai ver a hora que você mandou, se sentir culpado e quem sabe ter vergonha de pedir desconto).

É uma boa hora para escrever, já que as obras no prédio em frente ainda não começaram, o vizinho de cima ainda não acordou e o de baixo acaba de ir dormir.

Uma boa hora para atacar a geladeira, ignorar tudo que houver de saudável, e acabar atracado com um pacote de biscoito maizena.

E aí, feitas e enviadas as propostas, devorado o biscoito e puto porque o silêncio não te inspirou a escrever nada, você vai ver se tem e-mail, se o Lula foi preso, se vazou algo da delação da Odebrecht, se o Renan aprontou mais alguma – e o melhor que o UOL tem a te oferecer são “5 posições para facilitar o sexo anal para principiantes”.

Sim, o portal petista da Folha de São Paulo – que eu assino desde antes de haver petismo, quando até eu era de esquerda – me informa, nas manchetes de hoje, que “mulher finge ser prima de vítima de tragédia para viajar de graça”, que “não vai ter Mariah Carey”, que a vegetariana Preta Gil come carne, que Freixo pede voto de confiança ao eleitor – e que a posição de quatro “não é a mais adequada para quem está iniciando na prática do sexo anal”.

O melhor é começar usando um plugue, de preferência curto e fino – que, com o tempo, pode ser trocado por outros, de outros tamanhos, formas e espessuras.

Apresenta, depois, uma série de posições, ilustradas de modo politicamente correto, com casais inter-raciais, hetero e homoafetivos – incluindo um hipster e uma oriental, um careca de barba e um marinheiro, um rastafári e uma tatuada.

Não fosse essa bendita insônia, eu jamais teria descoberto que “o segredo é inserir o pênis, de forma lenta, em um ângulo de 45 graus, apontando para o umbigo”.

E eu que achava que bastava camisinha, lubrificante e uma boa lábia. Tem que ter também um esquadro e GPS – ou vai que você mira o baço, e põe tudo a perder.

Retrocesso progressivo

 

1.
A Folha de São Paulo se declara imparcial, isenta, independente, neutra, pluralista, apartidária.

Sei que a língua é viva, que as palavras mudam de significado, mas será que meu Aurélio (impresso, com a lombada detonada) já está desatualizado com apenas duas décadas de uso?

2.
O PMDB agora quer implantar o projeto petista do “voto de lista fechada”, que é, na prática, a eleição indireta para o legislativo.

Você vota na legenda, e os caciques escolhem pra quem vão os votos.

Como dizia uma quadrúpede ruminante de casaquinho vermelho, “é golpe!”.

3.
O arcebispo e Nobel da Paz Desmond Tutu escreveu um artigo defendendo a eutanásia.

Ao fazer 85 anos, ele disse que espera “ser tratado com compaixão e ter permissão para passar à próxima fase da jornada da vida da forma que escolher”.

Não achei que fosse viver para ver isso – um religioso lúcido.

4.
A filha do Luis Fernando Veríssimo disse que o pai, que é monossilábico em público, em casa também mal abre a boca. Que em 51 anos, nunca o viu desatar a falar sobre coisa alguma.

Não dava pra ele inverter a coisa, e passar a falar merda em casa, e aplicar o dom do silêncio à escrita?

5.
O Rio devia fazer um esforço concentrado e eleger o Freixo.
E, claro, torcer para ele implementar as promessas de campanha.

Tipo estatizar o transporte público.
Reduzir o valor das passagens, chegando à tarifa zero em algumas áreas.
E aumentar a folha de pagamento, com um motorista e um trocador em cada ônibus.

Acabar com a gestão privada da saúde e contratar mais servidores.

Garantir a “autonomia pedagógica” dos professores (sabem o que significa, não?) e valorizar os “projetos políticos pedagógicos”.
Só fornecer merenda sem agrotóxico e sem transgênico.

Criar um “Banco Municipal de Investimento”.
Criar uma empresa pública de saneamento.
Acabar com a remoção de invasões.
Estabelecer política de financiamento e apoio às “mídias populares e alternativas”.
Não recolher mais pessoas “em situação de rua” e usuários de drogas.

Em menos de um ano a cidade estaria quebrada.

A culpa, claro, não seria do estatismo, da ideologização e da má gestão, mas da zelite, da globalização perversa, da mídia golpista, da lei da gravidade, dessa gente de olho azul que não suporta suburbano na PUC e favelado no Village Mall etc.

Mas ficaríamos livres do PSOL antes que ele conseguisse alçar voos mais altos, e retomasse aquele projeto de poder do molusco e da anta.

Para isso, o Rio teria que ir pro sacrifício.
Mas é por uma boa causa.

Até a próxima olimpíada, a cidade se recupera.

Simbologia

 

A Folha de São Paulo inaugurou uma nova frente de combate ao governo golpista, branco, elitista e misógino de Michel Temer.

Não contente em fazê-lo apenas nos cadernos de política, economia, cultura, ecologia, turismo, esporte, ciência e saúde – ou nos classificados, que oferecem menos empregos que nos tempos do Lula – a Folha usa agora também a moda como arma.

O comunista, oops, colunista (no caso da Folha, o ato falho é inevitável) fez uma leitura dialético-marxista da roupinha de enfermeira vestida pela bela Marcela.

Pena que só agora a Folha se dedique a esse tipo de análise político-estilística.

Perdemos a chance de saber o que significavam, no guarda-roupa da finada Dilma Rousseff, o vestido rendado (uma ode à população de baixa renda?), o de tecido de sofá (era para esperarmos sentados pela retomada do crescimento?) e o indefectível casaquinho vermelho (informação subliminar pra gente ir se acostumando ao déficit das contas públicas?).

Eu, que não entendo nada de tendências para a estação outono-inverno, nem nunca fui a uma fexonhuíque, interpreto de outro modo o vestido usado pela primeira-dama no 7 de setembro.

Aquela abertura na frente significa um convite ao diálogo. Pequena, discreta, mas existe. E é triangular numa alusão à Santíssima Trindade (Temer, Renan e Cunha).

O vestido todo branco é uma clara (claríssima!) referência ao ministério do marido dela e uma crítica ao sistema de cotas raciais dos governos petistas.

O vestido é justo, alertando para o aperto fiscal que vem por aí.

E os braços estão descobertos, indicando que temos que arregaçar as mangas.

Não é tão curto quanto o dinheiro disponível para os programa sociais nem tão comprido quanto a lista de reformas a fazer na Previdência.

Parece bem alinhavado, remetendo à costura política que culminou no impítimã.

E, como em tudo na política brasileira, faz você ficar imaginando o que há por trás dele…

Jornalismo isento

 

A escrotidão da Foice de São Paulo não conhece limites.

Sobre o interrogatório de Dilma, diz a Foice: “O receio é com o comportamento da advogada de acusação, Janaína Paschoal, que pode fazer perguntas para a petista. Pelo seu estilo inflamado, o temor é que ela faça provocações à presidente afastada, tumultuando a sessão”.

Quem tumultua sessão é Gleisi Hoffman, ao dizer que o Senado não tem moral para julgar ninguém.

Prossegue a porta-voz do Foro de São Paulo: “Reservadamente, senadores petistas diziam que a sessão da próxima segunda -feira pode virar um circo, diante do histórico de atuações polêmicas da advogada Janaína Paschoal durante as outras etapas do processo de impeachment”.

Quem transforma o processo em circo são José Eduardo Cardoso, Lindberg, Gleisi, Grazziotin, com suas chicanas, tentativas de tumulto, golpes midiáticos (queixas à ONU, à OEA, ao papa).

E quem quer evitar que Janaína nocauteie a interrogada não é “um senador aliado de Temer”, mas justamente os poucos que ainda não se aliaram ao presidente em exercício.

Ninguém melhor do que Janaína, a destemperada, a possuída, para apagar a luz do poste, e botar o último prego no caixão, o ponto final no “tchau, querida”.

Diversidade 2

 

1.
A Secretaria da Cultura devia ir para uma negra lésbica quilombola obesa cadeirante e ribeirinha, frequentadora do Santo Daime, ligada aos movimentos sociais, pró-aborto e figurinha carimbada nas marchas da maconha e das vadias. De preferência vegana, da terceira idade, adepta de alguma religião de matriz africana, e mãe (adotiva) de dois transexuais canhotos com intolerância a glúten.

Aí, sim, a Cultura deslanchava.

2.
Portugal quer desacordar o Acordo Ortográfico – aquele que transformou microondas em micro-ondas e nem por isso o mundo acabou.

Breve, um abysmo se abrirá entre a língua de lá e a de cá, com elles indo à pharmacia atraz de um remmédio para asthma, ou para os malles da Psychiatria – na vã illusão de que voltemos a escrever Nictheroy, Piauhy e Brazil.

Mais um pouco e estaremos usando fraque, pincenê, andando de liteira e nos abaixando para pegar os lencinhos perfumados que donzelas sonhadoras de seios arfantes e faces enrubescidas deixarão discretamente cair, entre pétalas de camélia e sonetos alexandrinos.

Sonetos, não. Sonettos.

3.
O grande desafio do novo governo não vai ser reverter a recessão, baixar a inflação, reduzir o desemprego, recuperar a confiança.

Vai ser sobreviver ao embargo político e econômico de El Salvador, Venezuela, Nicarágua, Bolívia, Cuba e Equador.

Nossa única esperança é fazer as pazes com mercados irrelevantes como Europa, Estados Unidos, Japão – e torcer pra essas economias insignificantes do Primeiro Mundo nos aceitarem de volta, naturalmente.

4.
A Folha informa que houve panelaço contra o Temer durante sua entrevista ao Fantástico.

Segundo o DataFolha, cerca de seiscentos milhões de brasileiros bateram panela e apitaram ininterruptamente por seis meses ontem à noite, gerando protestos nos países vizinhos (ninguém conseguiu dormir na América do Sul, Central e parte da Oceania).

Esgotaram-se os protetores de ouvido nos supermercados de Caracas.

(Em Salvador, capital nacional do petismo, não ouvi um pio.)

5.
Acabo de me dar conta de que esse Clube do Bolinha que o Temer escolheu para ministério não me representa.

Não tem um único mineiro!

São 6 gaúchos, 5 pernambucanos, 3 cariocas, 3 paulistas, 1 goiano, 1 paraense, 1 maranhense, 1 baiano, 1 paranaense e 1 alagoano – e ninguém de Minas.

Isso é um tapa na cara dos conterrâneos de Tiradentes, JK, Tancredo, Chico Xavier e Zé Arigó.

Nem um arquiteto sequer!

Só dois dos ministros são taurinos – e todos sabemos que a proporção de taurinos no planeta é superior a 1/12 (é o signo mais populoso, por assim dizer – você sabia?).

Não tem ninguém nascido em abril de 1959. Ninguém com hérnia de disco L5-S1. Ninguém de barba (bigodinho e cavanhaque não contam).

Abaixo esse ministério espúrio, formado de piscianos, arianos e sagitarianos opressores (três de cada). Fora, Temer!

Diversidade

 

1.
A Folha deve estar soltando foguetes com a manchete que publicou agora há pouco:

“Obama não tem planos de ligar para Temer, diz Casa Branca”.

Logo o Obama, que achava Lula “o cara” e vivia rastejando aos pés da Dilma, implorando por uma migalha de sua atenção.

Um tapa na cara do patriarcado opressor!

2.
Mais uma da Folha:

“Safatle: O muro se aprofundará mais”

Mas não é bom quando um muro se aprofunda? Não fica mais fácil ver de outro lado, ou passar por cima dele?

Ou será que ele preferia um fosso bem alto?

3.
O Temer errou feio no Ministério.
Tinha que ter:
– 1 negro
– 1 cafuzo
– 1 mameluco
– 1 muçulmano
– 1 kardecista
– 1 pentecostal
– 1 gay
– 1 transexual
– 1 hermafrodita
– 1 lésbica
– 1 obesa
– 1 cadeirante
– 1 quilombola
– 1 oriental
– 1 índio
– 1 naturista
– 1 vegetariano
– 1 intolerante à lactose
– 1 imigrante ilegal
– 1 virgem
– 1 anão
– 1 ninfomaníaca
– 1 ruivo
– 1 portador de síndrome de Down

Aí, sim, seria um ministério representativo e com condições de vencer o desafio de reerguer o país.

4.
Mais algumas deliciosas manchetes da Folha:

“Índices internacionais mostram legado dos 13 anos de gestão do PT”

“Com desconfiança descomunal, ferramenta da gestão Temer é gogó”

“Morais (novo Ministro da Justiça) já foi advogado de Cunha”

“Autora do pedido de impeachment é chamada de “golpista” em sala”

“Este governo é transitório” – “Gestão Temer volta atrás e mantém retratos de Dilma no palácio”

“Dilma teme violência do governo contra movimentos sociais”

“Sistema democrático ruiu, diz Guardian”

(Será que contrataram a Sininho como Chefe de Redação?)

5.
E a Folha insiste…

“Redução de ministérios por Temer só gera economia simbólica”

“Equipe de governo avalia que custo de não ter mulheres será alto”

“Mais diversidade, melhor”, dizem EUA sobre ministérios masculinos”

“Onda conservadora em poderes coloca em risco avanços sociais”

“Maduro age em represália a afastamento de Dilma Rousseff”.

6.
Não demora, a Folha vai estampar, em letras garrafais, ocupando toda a primeira página: “Volta, Presidenta!”.

7.
Sobre os 5% de propina das obras do Maracanã, do Arco Metropolitano e Manguinhos, cobrados por Sérgio Cabral, apoiador da presidenta afastada, nem uma sílaba.

O assunto é a manchete principal do Globo.com.

Ah, essa imprensa golpista…

Reflexões sobre o último dia

 

Não sei por que ainda leio a Folha e o UOL.
Quer dizer, até sei: porque assino essa joça.
Quem acha a Veja tendenciosa tinha que dar uma espiadinha nas manchetes desses combativos órgãos da imprensa petista no dia em que cai o seu regime de estimação:

“Temer é ficha-suja? Presidente interino foi condenado pelo TRE por doações acima do limite”

“Sem ganhar eleição, PMDB emplaca terceiro presidente em 30 anos”

“Condenado, Cassol critica Dilma por falta de credibilidade”.

“Reforma de Temer na Previdência deve atingir novos trabalhadores”

“Dilma preocupa PT com sinais de esgotamento”

Ok, vamulá:

1. Temer foi ou não foi eleito na mesma chapa de Dilma? Quem votou num não votou noutro, automaticamente? Se Temer é ficha-suja, a chapa inteira é, pois o dinheiro que elegeu um elegeu o outro.

2. Como é que Sarney, Itamar e Temer chegaram lá? Em golpes de estado? Passe de mágica? Teletransporte? Ou teriam ganho eleições como vices constitucionalmente eleitos, com a única função de substituir os cabeças de chave Tancredo, Collor e Dilma?

Em tempo: Itamar não foi eleito pelo PMDB, mas pelo finado PRN.

3. Só os sem pecado podem atirar a primeira pedra? Isso vale também para Gleisi, Lindbergh, Zé Dirceu, Lula, Lobão?

4. Que ótimo que a reforma da Previdência vá atingir novos trabalhadores. Enquanto houver novos trabalhadores, há esperança. Pior se atingisse novos desempregados.

5. E o esgotamento do Brasil não preocupa o PT?

A Folha de São Paulo devia mudar logo o nome para Foro de São Paulo. Ninguém nem ia notar.

No mais, que venha a Sexta-Feira 13, aquela em que Jason – finalmente! – morre.