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Ficha Suja

 

Sabe o que é que Eduardo Cunha, Chico Buarque, Marcello Crivella, Hugh Grant e eu temos em comum?
Já fomos presos.

Por motivos diferentes. Mas fomos.

Aos 17 anos, Chico Buarque roubou um carro e foi preso. Tempos depois, subiu na mesa de um restaurante e atacou os outros fregueses com ovos e um discurso esquerdista – não se sabe o que incomodou mais – e foi preso também. Derrubou um muro em Santos – e foi preso pela terceira vez. Provocou um acidente de carro, e foi preso de novo.

Hugh Grant foi preso por fazer sexo no carro com uma prostituta.
Cunha, pelo conjunto da obra (mas oficialmente, por mentir numa CPI).
Crivella, por querer retomar na marra um terreno da Igreja Universal, ocupado por invasores.
Eu, por fotografar.

Aconteceu na pequena e pacata cidade de Andrelândia, terra da Solange, da Graça, da Rogéria, do James, da Alice, da Vanda, da Stella, da Lourdinha, da Delfina, da Maria de Fátima, da Valmira, do Carlos Giovanni Salomão.

Trinta anos depois de ter me mudado de lá e perdido totalmente com contato com todos esses amigos, resolvi voltar e ver se tudo estava igual como era antes.

Estava.

A mesma praça, o mesmo banco, não sei se as mesmas flores, mas certamente o mesmo jardim.

Não fosse minha casa não ser mais minha nem azul, e terem arrancado a escadaria do Colégio das Irmãs Sacramentinas (deixando-o com cara de elefante sem tromba), era como se três décadas não tivessem se passado.

Saquei a cam e comecei meu passeio sentimental pela igrejinha do Rosário, a ponte sobre o Turvo, a linha do trem, a estação, a ladeira que dava no Colégio, a casa azul e branca do James, a Igreja Matriz, a casa verde da Graça, o Fórum, e estava fotografando o cinema quando chegaro os home.

A patrulhinha parou do meu lado, desceram dois soldados com o dedo no gatilho e pediram os documentos. O que é que eu estava fazendo na cidade?
– Passeando.
E por que estava fotografando?
– Porque gosto de fotografia.
E para quê estava fotografando?
– Para mim.

De onde eu era? Por que tinha escolhido Andrelândia para passear? Onde estava hospedado? Para que queria as fotos?

Expliquei a história. Tinha morado lá quando era adolescente. Nunca mais tinha voltado. Deu saudades. Estava passando por perto, e resolvi ver como estava a cidade.

Não convenceu. Havia alguma coisa de muito errada no meu comportamento. Ninguém sai do Rio de Janeiro para ir fotografar uma cidadezinha do interior de Minas num domingo de manhã. Ali tinha treta.

Me lembrei do dr. Paschoal, meu professor de Português, pai da Lucília, promotor de justiça quando meu pai era juiz. Já tinha morrido. Perguntei quem era o delegado, talvez tivesse conhecido meu pai. Não havia delegado, eles é que eram a autoridade.

Perguntei que crime havia em fotografar se eu estava em lugar público, não tinha invadido a propriedade de ninguém.

Tocaram a campainha no prédio dos Correios, que fica bem ao lado do cinema, e chamaram o agente. O sujeito devia ter acabado de acordar. Pediram, na minha frente, que ele fizesse uma denúncia contra mim, por atitude suspeita. Que declarasse ter me visto rondar o prédio dos Correios, e por isso chamara a polícia. O sujeito concordou.

Pronto. Agora havia um crime, uma testemunha (ou potencial vítima, não sei) e eu ali, domingo de manhã, na rua deserta, com a arma do crime na mão (uma Canon 40D, com cartão de 8 gigas de memória e lente de 75-300mm), pronto para ir em cana.

Tentei ligar para o meu pai. Mas não tinha antena da Oi em Andrelândia.

Pra alguma coisa serve ter visto tanto filme de Hollywood, e falei que não ia preso sem um advogado. Só que, trinta anos depois, eu não me lembrava do nome de nenhum advogado dali. Tinha o meu professor de História, dr. Mauro Medeiros – mas quem disse que o nome dele me vinha à memória?

Os próprios policiais começaram a citar nomes, e um me pareceu familiar. Fomos pra casa do sujeito.

Abriu a porta com uma cara pior que a do prestimoso agente dos Correios. Obviamente não se lembrava de mim (saí de lá com 15 anos, estava com 45), mas tinha sido muitíssimo amigo do meu pai, e assumiu minha defesa na hora.

Não, não era caso de prisão – ainda mais depois de ouvir que a denúncia contra mim tinha sido forjada. Eu não era um perigoso marginal, um delinquente, um facínora. Só um nostálgico. Não, não precisavam me levar para a delegacia. Já tinham lavrado a ocorrência, eu já estava identificado, já tinha advogado constituído, na segunda-feira ele iria lá para pedir a baixa. E, não, não ia me cobrar nada. Que eu mandasse um abraço ao meu pai, e estava pago.

Os dois valorosos agentes da lei entraram na patrulhinha e seguiram sem mim, pelas ruas desertas, de volta à delegacia. O advogado (quem disse que me lembro do nome?) voltou para a cama. Eu perdi o tesão de fotografar (vai que sou preso de novo, e viro reincidente) e piquei a mula. Só voltei anos depois, e só fotografei acompanhado de algum amigo nativo.

Pensando bem, não foi exatamente uma prisão: não mofei atrás das grades, não fui algemado, não botei uniforme listrado nem fiquei marcando os minutos com riscos na parede.
Mas a prisão do Crivella também não foi prisão (só foi fichado, como eu) e ainda assim virou capa da Veja.

De qualquer modo, se um dia eu me candidatar ao que quer que seja, a oposição não precisa inventar nada, nem procurar nenhum escândalo sexual (que, infelizmente, não há).

É só ir a Andrelândia e requisitar minha folha corrida.
Não sou mais ficha limpa.

Aquela esperança de tudo se ajeitar, pode esquecer

 

O PT não roubou apenas dinheiro público e a esperança de muita gente.

Me roubou amigos (amigos a gente encontra, o mundo não é só aqui) e parte da minha história – e essa não dá pra reescrever.

Vejo a estante cheia de CDs e alguns, que guardam parte da trilha sonora da minha vida, estão lá, intocados – e talvez permaneçam intocáveis ainda por muito tempo.

Não consegui, nos últimos anos, ouvir uma canção sequer do Chico Buarque. Olho nos olhos a sua cara na capa dos CDs, e não vejo o artista, vejo o canalha. Nunca mais ouvi Chico César. Nem Caetano. Nem Gil.

Pensei outro dia: e se Milton Nascimento declarar que o impítimã é golpe, que Lula é o cara e que se o Temer assumir vai revogar a Lei Áurea – como é que eu fico? Ainda bem que o Bituca permanece na mutuca, mineiramente, e posso ouvi-lo quando sinto saudades de mim.

Hoje, no jornal, Aldir Blanc – o letrista mais inspirado deste país – recebe as homenagens pelos seus setenta anos. Hesitei em ler – porque Aldir abdicou de toda a sua genialidade para defender (canhestramente) a presidenta (“as conquistas populares foram perdidas”), e atacar “a direita exuberante com dinheiro, verdadeiros canalhas mandando, fazendo o que querem”.

Como é que o Aldir, o sujeito que me rasga a alma com bisturi, sem anestesia, consegue não ver que foi a “esquerda” que se deslumbrou com o dinheiro, que foram eles os canalhas que mandaram e desmandaram, que fizeram o que quiseram e nos colocaram no fundo do poço em que estamos?

Se Vinícius fosse vivo, não estaria também ele agarrado a uma utopia, cego à realidade? Como ouvir Tom Jobim sabendo que, entre uma baforada e outra, ele se locupleta da Lei Rouanet e faz vista grossa à violência, ao desemprego, à deseducação ? Por sorte, a morte os levou antes, poupando-os de emporcalhar a própria biografia, como fizeram tantos.

Os livros do Veríssimo continuam na estante, juntando poeira, engordando traça. Perderam totalmente a graça – logo eles, que, junto com os do Carlos Eduardo Novaes, me inspiraram as primeiras crônicas, décadas atrás.

Nunca mais vi o Jô Soares. Não que este faça falta, mas fez parte da minha infância, adolescência, idade adulta, desde que era apenas o mordomo Gordon da Família Trapo. Merecia final mais digno, destino menos magro.

Prefiro, para me poupar de mais perdas, não saber o que pensam, o que defendem, de quem são cúmplices, o Edu Lobo, o João Bosco, o Arnaldo Antunes, o Lenine. Mas é autoengano, porque sei.

Talvez se possa recuperar parte do dinheiro desviado. Quem sabe alguns anos de Lula na cadeia nos devolvam a sensação de que a Justiça funciona, e que não há mal que sempre dure.

Mas quem vai me devolver o prazer de ler, ouvir e me reencontrar com tanta gente que eu admirava e, hoje sei, tinha pés de barro, caráter de lama?

Deve ser assim a dor de corno: a fisgada no membro que já perdi. A ponta de um torturante bandeide no calcanhar.

Um sete um

 

1.
Chico Buarque devia proibir o uso de “tenebrosas transações” fora do contexto, ou seja, as tenebrosas transações da Direita.

Porque o feitiço virou contra o feiticeiro. Até coxinhas crônicos como o Merval Pereira estão usando a expressão.

Como dizia minha mãe, a língua é o chicote do rabo.

2.
Deve ser dura a vida do Zavasque.

Ele tem que homologar as delações premiadas, ler tudo que falam contra a Dilma, atestar que aquilo procede e, ainda assim, continuar defendendo a patroa dele.

3.
É ou não é cabalístico o fato de o número de deputados necessários à derrota do impítiman ser 171?

4.
Ivete Sangalo é, possivelmente, a maior proprietária de imóveis em Salvador.

Já são quatro os taxistas que me apontam “o prédio em que mora Ivete” – e em quatro lugares diferentes.

Não sei se isso é indicador de alguma coisa, mas ninguém ainda disse uma palavra sobre onde moram a Daniela Mercury ou a Cláudia Leite.

5.
Alguém ouviu algum protesto do MST contra o governo pelo fato de terras destinadas à reforma agrária terem sido entregues a políticos, apadrinhados e até a defuntos?

Nem eu.

Na boa, acho que o que o MST quer não é terra, não. É só o pão com mortadela mesmo.

5.
Coitada da Globo. Paga uma fortuna ao Zé de Abreu, à Letícia Sabatela, ao Tonico Pereira, e os ingratos, ao fazer apologia ao crime, digo, ao gravar vídeo de apoio à Dilma, ainda acusam a empresa de corrupta.

Eu, se fosse a Globo, criava uma faixa de novela bíblica e botava esse povo de castigo, fantasiado de faraó, careca e emplastado de rímel, tendo que dizer coisas tipo “Ó, Habacuque, filho de Melquisedeque, neto de Abimeleque, dizei de onde vindes, vós que sois o favorito de Mefibosete, primo de Bezaleel, concunhado de Aoliabe”.

E ainda deixava no ar mais tempo que Malhação.

Agora vai

 

Pode até demorar um pouco, mas não vejo a hora de começarem as entrevistas desse povo que apoia Dilma, esclarecendo que não era bem assim.

Eram a favor dos programas sociais, entende? Não sabiam das tenebrosas transações. São artistas, intelectuais, sabe como? Rodam suas ideias noutra plataforma, e não têm tempo para o mundo-cão dos jornais – além, claro, de não ver tevê, nem frequentar essa feira de vaidades que são as redes sociais.

Já imagino o Wagner Moura afirmando, categoricamente, que sempre foi contra a corrupção, e vamos falar da nova minissérie. A Camila Pitanga dizendo que a arte é apolítica e que a mídia, essa rede de intrigas, distorceu suas palavras, e que sua personagem na nova novela é um presente do autor. A Zélia Duncan relativizando o que disse, pensou ou escreveu – eram só reflexões, um lance conceitual, meio breinstorme, e agora vamos falar do novo disco.

Claro que isso não vale para os dinossauros. Jô, Veríssimo, Chico, Leonardo Boff, Paulo Henrique Amorim, José de Abreu, esses chegarão à missa de sétimo dia chamando Fidel de democrata e Lula de líder operário.

São como os velhos bolcheviques, que jamais caíram naquele conto dos crimes de Stálin, ou os que, mesmo diante das pilhas de ossadas, continuam negando o Holocausto. Afinal, as evidências enganam, né não?

2.
Com a defecção (adoro essa palavra!) do PMDB, Dilma começa a reestruturação do seu governo. Ou, como diz o Jaques Wagner, a “repactuação”.

Vai buscar no que sobrou da “base aliada” os nomes para o primeiro escalão da República – aqueles com altas responsabilidades, grandes salários e foro privilegiado – além, claro, de votos contra o impítiman.

Antevejo a posse e a pose da nova nata do Executivo: Tiãozinho do Posto (PQP-RO) na Saúde, Juvanildo Quaresma (PORN-PR) nas Minas e Energia, Pastor Isaías (Partido do Evangelho Triangular do Dízimo Ungido-PI) na Ciência e Tecnologia, Galega do Gás (PCC-SP) na Aviação Civil – e mais uns 600 nos escalões inferiores.

Agora vai.

3.
Afastada Dilma, empossado Temer, começa a batalha do PMDB, PSDB e assemelhados para esvaziar a Lava Jato, desidratar Sérgio Moro e, com isso, garantir a governabilidade etc etc etc.

O PT irá para a oposição, com a faca nos olhos e sangue nos dentes, cobrando ética, exigindo transparência e pagando lição de moral.

A gente veste uma camisa amarela e sai por aí, porque não vai ter golpe e a luta continua.

Laranja

 

1.
Já deve ter começado a patrulha a quem pintou a foto nas cores da bandeira da Bélgica, postou algo ao estilo “Je suis Bruxelas” ou se solidarizou com as vítimas do atentado – se esquecendo de Mariana, Santa Maria, Amarildo, dos deslizamentos em Friburgo ou do acidente do Cristiano Araújo.

Por via das dúvidas, melhor nem comer chocolate belga – e esconder as gaiolas, caso tenha canário belga em casa.

2.
Vergonhoso o pedido de perdão do Cláudio Botelho ao Chico Buarque.

Vassalagem tem limite.

3.
O Zavascki fez o que se esperava dele: arrancou Lula das garras do maléfico Moro e o aninhou sob as asas protetoras do foro privilegiado.

Lula, que nunca quis mesmo ser subalterno da Dilma, agora pode governar tranquilamente, nas sombras, bem ao seu gosto.

Talvez dê um grande impulso à citricultura nacional o fato de termos agora uma presidenta laranja.

4.
Evo Morales, Rafael Correa e Nicolás Maduro estão em campanha contra o golpe no Brasil, defendendo a democracia.

A gente morre e não vê tudo.

Cabôco Mamadô

 

Nos tempos da famigerada ditadura militar, o Henfil – pai da Graúna e dos fradins, irmão do Betinho (o “irmão do Henfil”) – criou o Cabôco Mamadô.

Era uma entidade que, antes de os zumbis se tornarem fashion, já mamava o cérebro dos que (do seu ponto de vista) colaboravam com os militares – e por isso eram transformados em mortos-vivos.

No cemitério do Cabôco Mamadô viveram-morreram Elis Regina (que cantou o hino nacional numa Olimpíada do Exército ), Tarcísio Meira (que fez papel de Pedro I num filme considerado ufanista), Pelé (que sempre foi uma toupeira quando não estava com a bola nos pés) e (não me lembro mais por que motivo) Roberto Carlos, Carlos Drummond, Marília Pêra, Clarice Lispector.

Era a “esquerda” praticando o macartismo que tanto criticava.

Momentos de polarização têm disso. Tornamo-nos bipolares. Aos amigos, a defesa da democracia e das instituições. Aos inimigos, o golpismo. Mesmo que seja exatamente o contrário.

Saiu recentemente o “index” dos vendidos ao lulopetismo, aqueles a quem as pessoas de bem devem boicotar.

Como novos cabôcos mamadôs, recalibramos o radar a patrulha ideológica e quem vai agora para a expansão do cemitério dos mortos-vivos são Chico Buarque, Veríssimo, Jô Soares, Caetano Veloso, Camila Pitanga, Letícia Sabatella, Gregório Duvivier, Aldir Blanc, Augusto de Campos, Ziraldo, Wagner Moura e outros menos votados.

Regina Duarte sofreu patrulha por ter medo do Lula. Dina Sfat, por temer os militares. Marília Pêra, por apoiar Fernando Collor. Hoje isso é nota de rodapé.

Talvez um dia eu ainda consiga voltar a ouvir o Chico e o Wagner Tiso – mudos na estante de CDs já há alguns anos. Talvez volte a admirar a Letícia Sabatella – grande atriz, cantora fantástica. Todos, porém, abjetos politicamente – não por pensarem diferente de mim, mas por não pensarem.

A cada lista dos novos Cabôcos Mamadôs que vejo, corro os olhos com medo de topar com Milton Nascimento, Adélia Prado, Cristóvão Tezza… E se estiverem lá, de camiseta da CUT, estrelinha no peito e sanduíche de mortadela na mão, braços dados com Vaccari, Delúbio, Dirceu? De que modo vou deixar de amá-los, se não for lúcido? Como continuar amando-os, se não for doido?

(Em tempo: no último cartum da série, Henfil enterrou a si mesmo no Cemitério dos Mortos Vivos. O Cabôco Mamadô chupou-lhe o cérebro, num tardio “mea culpa”).

Muvuca

 

Não vejo a hora de acabar essa muvuca política.
Não pro país voltar a crescer, nem pro dinheiro roubado retornar aos cofres públicos, os bons serem recompensados e os maus, castigados (ou ficarem loucos, como em qualquer final de novela que se preze).
O que eu queria era ficar menos monotemático nas postagens.

Até acordo querendo esmiuçar os sonhos intranquilos que tive enquanto o vizinho de baixo berrava coisas desconexas madrugada adentro. Ou desenvolver os esboços de textos sobre palimpsestos, palíndromos, bustrofédons e catacreses.

Mas abro o jornal e…

1.
Chico Buarque proíbe que Cláudio Botelho continue usando suas canções num espetáculo chamado “Todos os musicais de Chico Buarque em 90 minutos”.
Isso porque o ator e diretor ousou incluir um caco no texto, mencionando um ex-presidente preso e uma presidenta ladra.
O público interrompeu a apresentação, de punhos erguidos, aos gritos de “não vai ter golpe” – e Chico, eterno paladino da liberdade de expressão, censurou o espetáculo.

Cantar ou encenar Chico, doravante, só com atestado de pureza ideológica e alinhamento partidário.

2.
Caetano Veloso, que andava inexplicavelmente calado, compara as manifestações pelo impeachment às passeatas a favor da ditadura militar.
“Toda movimentação no sentido dessa tentativa de diminuir a desigualdade enfrenta a oposição da elite”, mandou, na lata – como se os milhões que foram às ruas no domingo passado fôssemos sinhás inconformadas com o batuque vindo da cozinha.

3.
Aderbal Freire-Filho – atualmente em relacionamento estável com a sra. Marieta Severo – escreve que “eleger a pauta do combate à corrupção como bandeira é uma tática para esconder outros interesses”.
Que interesses esconderá a defesa da corrupção?

4.
Enquanto o PT exerce seus podres poderes, cidadãos cansados de ridículos tiranos fazem o carnaval.

5.
(Meus ex-heróis – Chico, Caetano – sofrem de algum tipo de psicose.
Meus inimigos estão no PT.
Ideologia cega – quem precisa disso pra viver?)

6.
No mais, me larga, Caetano. Não enche.
Você não entende nada, e eu não vou te fazer entender.