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Pequenas mentiras e grandes inverdades

 

1. A Lista do Fachin mostra que os políticos são todos corruptos e todos iguais.

Não, não mostra.

Mostra, claramente, que há muito políticos corruptos.
E, mais claramente ainda, que uns são muitíssimo mais corruptos que os outros.

Só quer nivelar por baixo quem precisa desesperadamente reduzir a percepção de quão grande é a baixeza, a sordidez, a indignidade do seu bandido de estimação.

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2. Bolsonaro não está na lista. Logo, não é corrupto.

Bolsonaro apenas não foi flagrado desviando recursos, pedindo favores ou traficando influência.

Corrupto também quer dizer imoral, indecoroso, degenerado.
Corrupto também quer dizer podre, indecente, pervertido.

Bolsonaro pode não ter colocado a mão em um centavo de dinheiro roubado (o que não é mérito algum: é o mínimo que se espera de qualquer homem público).

Sua moral é corroída pela intolerância, pelo racismo, pela xenofobia, pela homofobia, pela misoginia, pela apologia da violência, pelo desapreço aos valores democráticos.

Corrupto – corrompido – não é só aquele que rouba.

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3. O PT sempre foi contra a terceirização e as privatizações.

O PT terceirizou o Legislativo e o Executivo, negociando leis, decretos, medidas provisórias para atender aos interesses das grandes empresas.

O PT privatizou a Petrobras e as estatais e toda a máquina administrativa – o Estado deixou de ser coisa pública para ser propriedade privada do partido.

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4. O governo Temer é corrupto porque o ministério de Michel Temer é formado de corruptos.

Moreira Franco é ministro de Temer e foi de Dilma.
Eliseu Padilha é ministro de Temer, e foi de Dilma e de FHC.
Gilberto Kassab é ministro de Temer e foi de Dilma.
Hélder Barbalho é ministro de Temer e foi de Dilma.
Aloysio Nunes é ministro de Temer e foi de FHC.
José Serra foi ministro de Temer e de FHC.
Edinho Silva foi ministro de Dilma.
Kátia Abreu foi ministra de Dilma.
Gleisi Hoffman foi ministra de Dilma.
Eduardo Braga foi ministro de Dilma.
Fernando Pimentel foi ministro de Dilma.
Guido Mantega foi ministro de Dilma e de Lula.
Romero Jucá foi ministro de Temer e de Lula.
Edison Lobão foi ministro de Dilma e de Lula.
Renan Calheiros foi ministro de FHC.
Yeda Crusius foi ministra de Itamar Franco.
José Dirceu foi ministro de Lula.

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5. O Brasil não tem jeito.

Tem.
É só não nivelar todo mundo com o Lula.
É injusto com os outros ladrões, que não roubaram tanto.
É injusto com o Lula, que não é um ladrãozinho como os outros.

É só não querer trocar um Lula por um Bolsonaro ou outro corrupto com sinal invertido.

É só não pendurar a consciência na caixa de penhores de uma ideologia, como fazem os discípulos da “esquerda” de Lula ou da “direita” de Bolsonaro.

É só não fazer esse ou aquele de boi de piranha, e deixar o resto do rebanho passar incólume pela correnteza da Lava Jato.

Un pasito pá d’lande, un pasito pá trás…

 

1.
Crivella nomeou o irmão do Freixo para um cargo que não existia.

Crivela desnomeou o irmão do Freixo do cargo que não existia.

2.
Crivella já tinha nomeado um sujeito de ficha quase tão suja quanto a do Sérgio Cabral para a Administração Regional de Copacabana.

Crivella, desnomeou o tal sujeito de ficha quase tão suja quanto a do Sérgio Cabral quando a imprensa divulgou o fato.

3.
Crivella tinha também nomeado para a Subsecretaria de Inclusão Produtiva da Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos um advogado que advogava “a reintegração dos bandidos à sociedade: os órgãos iriam para doação, o esqueleto iria para a escola de Medicina e o que sobrasse virava adubo”.

Crivella desnomeou o aprendiz de Bolsonaro.

4.
Pezão nomeou a ex-deputada Solange de Almeida, condenada em segunda instância por improbidade administrativa e – como se não bastasse – aliada do Eduardo Cunha, para o cargo de Secretária numa secretaria criada, em plena crise do Estado do Rio, especialmente para ela.

Pezão desnomeou a ex-deputada aliada do Cunha quando a imprensa caiu de pau. A nova Secretaria permanece.

5.
Temer nomeou um primo do Gilmar Mendes para uma diretoria da Agência Nacional de Transportes Aquaviários.

Temer nomeou Rubens Camargo Penteado, do PPS do Paraná, e Ramiro Wahrhaftig, do PSD do Paraná, para diretorias da Itaipu Binacional, contrariando a Lei das Estatais – que ele mesmo sancionou – lei esta criada justamente para impedir o uso político de empresas públicas.

Ao contrário de Crivella e Pezão, Temer ainda não desnomeou ninguém.

Dicotomia

 

Lula e Dilma são os responsáveis por toda essa lama em que estamos atolados – mas recebem apoio irrestrito da intelligentsia, porque são “de esquerda”.

Não importa quão corruptos sejam Genoíno, José Dirceu, Lindbergh Faria, Gleisi Hoffman, são guerreiros do povo brasileiro porque são “de esquerda”.

Ser “de esquerda”, para boa parte da intelectualidade e da classe artística, concede salvo conduto, indulgência plenária, justifica tudo.

Horrível, não?

Pois essa estupidez não é privilégio deles.

Para combater a esquerda, e seus males, e toda a desgraça que a esquerda traz, bastaria ser “de direita”.

Pode ter topete laranja, bronzeado (ou maquiagem) laranja, ser misógino, racista, intolerante, rude.

Pode tudo, porque é “de direita”.

E qualquer coisa “de direita” é um bom antídoto contra a esquerda, certo?

Errado.

O que vai nos empurrar de volta aos braços da esquerda corrupta e incompetente é a direita prepotente e radical.

É essa direita belicista, nacionalista que vai dar fôlego e munição à esquerda, encher de falsas esperanças o coraçãozinho de novas gerações, nas escolas já devidamente ideologizadas.

A esquerda canalha realimenta a direita infame e vice-versa.

Uma sobrevive dos despojos da outra, numa espécie de rodízio de hienas.

Para nos livrar dos efeitos deletérios de um desgoverno “de esquerda”, é preciso um partido que governe direito – não necessariamente um partido “de direita”.

O mesmo movimento que nos fez perder tantos amigos fulminados pela cegueira ideológica à esquerda agora começa a causar baixas no lado oposto.

E já não era sem tempo.

Se ficava complicado dividir uma mesa de bar com quem defende Lula e Maduro, por que seria menos indigesto fazê-lo com quem aplaude Trump ou Bolsonaro?

Rio 2017

 

1. SE JANDIRA FOR ELEITA

Todas as barracas de praia voltarão a ser vermelhas, como eram alguns anos atrás.

Em solidariedade ao povo da Venezuela, o papel higiênico será retirado de circulação, e não haverá mais coco verde nos quiosques (só Maduro).

A cidade do Rio de Janeiro deixará de ser capital, já que o capital é a raiz de todos os males.

Em vez de servir merenda escolar às criancinhas, serão servidas criancinhas na merenda escolar.

Arrastão não será mais crime.
Crime vai ser levar celular, carteira ou relógio pra praia.

A língua oficial da cidade será o Jandirês, que usa a mesma estrutura do Português, porém com as palavras ganhando novos significados:

Útil = desperdiçado
Mulher = ????
Democracia = propinocracia
Sem vacilação = pedindo 410 mil à Queiroz Galvão
Exemplo: “Se tem um voto útil a ser feito hoje; é votar numa mulher que luta pela democracia sem vacilação”

Quebrar = Sanear, equilibrar
Exemplo: “Quem quebrou o Brasil foi o Fernando Henrique”.

Serão fechados todos os lava-jato da cidade, por apologia ao golpe.

A cartunista Laerte assumirá o cargo durante as ausências da prefeita – e ninguém notará a diferença.

2. SE O FILHOTE DE BOLSONARO FOR ELEITO

Alto falantes, espalhados por toda a cidade, acordarão a população às 5 da manhã, com toque de clarim.

Quem não estiver de pé, banho tomado, cabelo escovinha penteado e coturno engraxado às 5:45 terá que pagar flexão.

O toque de recolher será às 18:00 horas, pra dar tempo de chegar em casa, tomar banho, comer o rancho e ouvir a Voz do Brasil.

A cidade será bicolor: tudo que se mexe será pintado de verde; tudo que fica parado será pintado de branco (sim, é por isso que tronco de árvore em quartel é pintado de branco – pra evitar que a árvore saia andando).

O “kit homofobia” será distribuído já nas maternidades – isso só até a Prefeitura conseguir desenvolver o kit homofobia intrauterino.

A Secretaria de Educação será substituída pela de Adestramento.

Moral e Cívica será matéria obrigatória, do Maternal ao PhD. E eliminatória no ENEM.

31 de março passará a ser feriado municipal. O Dia de Zumbi, mesmo caindo em final de semana, será considerado dia útil.

3. SE O CRIVELLA FOR ELEITO

O ISS (Imposto Sobre Serviços), com alíquotas de 3 e 5%, será extinto. Em seu lugar, será criado o DSS (Dízimo Sobre Serviços) que, como mandam as Sagradas Escrituras, será de 10%.

A Praia da Macumba será rebatizada Praia do Louvor.
A Avenida Rio Branco virará Avenida Rio Jordão.
Padre Miguel será rebatizado de Pastor Jeremias.
Santa Teresa e São Conrado, respectivamente, de Apóstolo Isaías e Missionário Oséias.
Água Santa será Água Milagrosa a R$ 25,00 o Vidrinho de 50 ml.
Todos os Santos será Cúpula da Universal.
Bento Ribeiro será Ungido Ribeiro.
Vigário Geral será Reverendo.
Santíssimo será Aleluia.
A Glória passará a se chamar Ô Glória!

O Cristo Redentor ganhará um retrofit, passando a se chamar O Edir é Meu Pastor.

O Código de Obras será substituído pelo Velho Testamento.
Os flanelinhas serão substituídos por obreiros.
O SUS será substituído por sessões de descarrego e exorcismo.

As escolas de samba desfilarão na Sapucaí cantando gospel enredo, com a Ala das Samaritanas e varoas ungidas louvando no pé, e apresentarão temas como “Moisés no reino encantado do Mar Vermelho”, “Lendas e mistérios do Pentateuco” e “Sonhar com Deuteronômio dá pombinha do Espírito Santo na cabeça”.

A dispersão será na Praça do Apocalipse.

(Não, não dá mais tempo de transferir o título pra São Paulo).

Je suis Moro

 

MANIFESTAÇÃO DE 31 DE JULHO

Manifestação hoje em Copa.

Achei que não fosse ter ninguém, porque o impítimã já são favas contadas. Mas tinha muita gente.

Só que foi uma manifestação mais à direita, mais reacionária, mais preocupante.

Surgiu uma bandeira vermelha na praia – tinha que ser baixada, recolhida, retirada das vistas. Por que não respeitar o outro, o direito do outro à divergência? A praia é de todos, o direito à manifestação também.

E dá-lhe dizer que temos que banir o comunismo (não temos: é preciso garantir que todos possam se expressar livremente), que é preciso intervenção militar (não é: é preciso reforçar a democracia).

Bolsonaro estava lá, recebendo abraços, cantando virilmente o hino dos paraquedistas, sorrindo para selfies. Vade retro.

Estavam lá os monarquistas, os devotos de Plínio Salgado, de Olavo de Carvalho, os patriotas (“O patriotismo é o último refúgio dos canalhas”, Samuel Johnson), os xenófobos (um gritava que Dilma abriu as portas para o terrorismo islâmico se instalar aqui ao aceitar refugiados sírios; que logo estaremos sendo degolados e “nossas mulheres” feitas de escravas).

Felizmente, havia os que só estavam lá para apoiar Moro (faz aniversário amanhã, ganhou até parabéns pra você), a Lava Jato, a Polícia Federal, o saneamento das contas públicas, a ética na política.

Mais à frente (estacionadas diante do Copacabana Palace), mulheres negras protestavam contra o racismo, entre um “fora Temer” e outro – como se todas as mortes que elencavam, se toda a injustiça que diziam combater, não tivesse ocorrido justamente nos 13 anos de governo do PT.

Felizmente, as duas manifestações ocorridas ao mesmo tempo, no mesmo lugar, jamais se encontraram. Duas intolerâncias juntas não iam acabar bem.

 

Linha sucessória

 

1.
Lula está tiririca com o Tiririca, que prometeu votar contra o impeachment e votou a favor.

Tiririca fez Lula de palhaço.

2.
Eduardo Cunha diz que vai processar os deputados que, durante a votação do impítimã, o chamaram de corrupto .

Oscar Wilde fez o mesmo com um sujeito que o chamou de viado.
O sujeito, o Marquês de Queensberry, era – por acaso – o pai do namorado dele.

Deu no que deu.

3.
Eu, se fosse o Lula, registrava queixa no Procon.

Afinal, o Código de Defesa do Consumidor deve poder ser aplicado aos deputados que venderam o voto e depois não entregaram, né não?

4.
Temer sonha ser um novo Itamar, que se descolou do Collor, arrumou a casa e entrou para a História, ao tirar o país da crise, com a ajuda do FHC.

Arrumar um novo FHC vai ser complicado.

Mas posar num camarote com uma mulher sem calcinha já seria um bom começo.

5.
Dilma é mesmo um coração valente. Vai esta semana pra Nova York discursar sobre o golpe e entrega o governo, por três dias, ao conspirador golpista.

Vai que ele demite os cem mil petistas pendurados nas tetas do Estado, bota o Serra no Ministério da Fazenda, tira o sigilo dos “empréstimos” aos cubanos e bolivarianos, dá terra aos Sem Terra e nomeia o Moro como Ministro da Justiça…

6.
“Por minha filha Roseana, por minha esposa Marly, pelo Amapá, pelo povo do Maranhão e pelos maribondos de fogo, voto… ”

“Pela Dinda, por Alagoas, por PC Farias e pelo Fiat Elba, eu voto…”

“Por meu avô Tancredo, minha avó Risoleta e pelo aeroporto do meu tio, voto …”

“Pelos meus cabelos brancos, pelo povo de Mato Grosso do Sul e pela minha delação premiada, meu voto é…”

“Pelo meu filho Supla, pelo chato do meu ex-marido, pela elite branca paulista e pelo botox, eu voto…”

É, no Senado a coisa vai ser noutro nível.

7.
Algo me diz que o Bolsonado e o Jean Wyllys ainda vão terminar juntos.

Se em novela é assim, por que na vida real não seria?

Entre tapas e beijos
É ódio, é desejo
É sonho, é ternura
Um casal que se ama
Até mesmo na Câmara
Provoca loucuras

Duplipensar

 

Só para ver se entendi bem:

1.
Bolsonaro dizer que não estuprava a Maria do Rosário porque ela “não merecia” é um comentário machista e motivo de justa indignação entre feministas e não feministas.

Lula dizer que sua secretária Clara Ant deve ter achado que cinco homens invadindo sua casa eram “um presente de Deus” não é comentário machista e merece o desagravo da própria Maria do Rosário – para quem o relevante não é o comentário em si, mas se é público ou privado.

Ou seja, machismo é como colesterol: há o bom (privado e de esquerda) e o ruim (público e de direita).

2.
O apoio de bestas quadradas como Bolsonaro e Malafaia deveria ser motivo suficiente para as pessoas de bem se afastarem da oposição e abandonarem a causa do impeachment, a luta contra a corrupção etc.

Próceres como Maluf, Collor e Sarney apoiarem o governo Dilma não quer dizer absolutamente nada.

3.
Dilma usar o cargo de Ministro para livrar um investigado de um juiz “hostil” e rápido no gatilho, e colocá-lo no colo de algum dos cinco juízes que são “seus” no Supremo (e que são ágeis como pandas viciados em rivotril) não é golpe.

Processo constitucional de impeachment é.

4.
Defende-se a Petrobras apoiando o governo que a saqueou.

Defende-se o estado de direito apoiando o governo que tenta a qualquer custo impedir que crimes federais sejam investigados.

Defende-se a democracia apoiando o governo que usou propaganda manipuladora e dinheiro sujo para ganhar as eleições.

Fascistas são os que apoiam as investigações, as eleições limpas e a devolução do dinheiro roubado.

5.
Não há nenhum problema na enxurrada de palavrões, deboches, conchavos e tramoias nada republicanas em conversas entre presidentes, ex-presidentes, ministros, governadores e políticos.

Divulgar essa enxurrada, obtida por meio de grampo legal, é inadmissível.

6.
Gilmar Mendes deve se considerar impedido de julgar neste momento por já ter se manifestado contra o governo.

Quanto ao Toffoli, ex-advogado do PT, não se vê impedimento algum.

7.
Por fim, a pergunta que não quer calar: se Dilma não queria proteger Lula, mas apenas tê-lo a seu lado no governo, por que não o nomeou assessor, secretário, ajudante de ordens?

Por que não o chamou para ficar a seu lado, sem cargo, tipo ponto eletrônico, dizendo-lhe o que fazer, aonde ir, o que dizer, o que calar?

Se ela já se havia conformado ao papel de boneco de ventríloquo, tanto fazia o ventríloquo ser um ministro ou o moço do cafezinho.

Seis por meia dúzia

 

1.
“Não vou à manifestação de hoje porque quero distância do Bolsonaro e do Malafaia”.

Então não ouça Bach, porque ele escreveu música sacra, e você também deve querer distância dos padres pedófilos, certo?

Nem leia Umberto Eco, Dante, Calvino, Montale, porque eles nasceram na Itália, e lá também nasceu o fascismo.

2.
A Globo estreia novela das nove amanhã. Como de praxe, terá duas fases.

Na primeira, nos anos 60, o mocinho é um rapaz de belos olhos e voz de taquara rachada, que luta por um amor impossível com a democracia, a liberdade, os direitos humanos, os fracos e oprimidos. Mas o destino cruel não permite que esse amor seja consumado.

Quarenta anos depois, a trama o encontra nos braços de uma cleptocracia decrépita, manipuladora, que, de muito gorda, já não anda, e que ele confunde com seu amor de juventude.

A novela leva o título poético e melancólico de “O Velho Chico”.

3.
Cansado do Petrolão? Não se desespere. Delação do Delcídio traz de volta aos holofotes (finalmente!) a ex-ministra Erenice Guerra, fiel escudeira da Presidenta. E, com ela, o Belomontão.

Tudo bem que foram só 45 milhões desviados – uma gota d’água se comparados ao oceano drenado da Petrobras. Mas essa gota irrigou justamente a campanha de 2014.

Se Dilma escapar do espeto do impeachment, cai na brasa do TRE.

4.
“Não vou à manifestação porque se Dilma cair, quem assume é o Temer, que é trocar seis por meia dúzia”

Perfeito. Se cadeia não regenera ninguém e a pessoa presa vai sair igual entrou (ou pior…), pra que processo, julgamento, prisão? Melhor abolir o Poder Judiciário, e deixar os bandidos soltos, que dá na mesma.

5.
Se a DataFolha afirmar que não foi ninguém à manifestação de daqui a pouco em Copacabana, desconfie. Porque eu tenho certeza de que estarei lá. Fui!