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Moeda forte

Moeda forte

 

1.
O prefeito do Rio, Marcelo Crivella, é um homem bule, ou seja, de pouca fé.

Passou a vida convencendo os miseráveis mundo afora – até na África, onde a miséria é ainda mais miserável – a doar o pouco que tinham para garantir não só um imóvel do Minha Casa Minha Vida-Após-a-Morte lá no céu, como a cura de todos os males – principalmente os incuráveis – deste lado de cá do túmulo.

E quando lhe aparece um tumorzinho na próstata, ele esquece os prodígios que viu nos altares dos teatros, ops, dos templos da família e vai se tratar com medicamentos mundanos e, se necessário, cirurgia.

Para que servem, então, a água milagrosa do Rio Jordão? O sabonete ungido? O paninho com o sagrado suor do pastor?

Casa de obreiro, espeto de pau.

2.
O juiz Marcelo Bretas não estava errado ao conceder o benefício da prisão domiciliar à ex-primeira dama Adriana Ancelmo.

Errados estão todos os outros juízes, que negam sistematicamente esse direito às demais presidiárias com filhos pequenos. Principalmente àquelas que não podem pagar babás e governantas uniformizadas.

O erro do juiz Marcelo Bretas foi crer que arrancar da tomada os telefones e cortar o uaifai bastariam para que a esperta esposa do Sérgio Cabral ficasse quietinha em casa, fazendo as unhas, regando as plantas, vendo novela ou ajudando no dever de casa das crianças, como alguma esposa-modelo dos anos 50.

Se não consegue impedir que o crime organizado continue na ativa, falando livremente ao celular em Bangu, ia conseguir isso num apartamento de luxo no Leblon?

3.
A polícia apreendeu 40 milhões de bolívares (moeda venezuelana) numa favela carioca.

Não se sabia como o dinheiro chegara ali, nem para quê.

Seria para comprar armas na Venezuela? Drogas?
Mas por que bolívares – e não dólares, euros, reais, moedas mais valorizadas e de maior aceitação?

Sabe-se agora que as cédulas seriam apagadas com uma lavagem química e só se aproveitaria o papel para imprimir dólares, euros, reais – transformando-se, aí sim, em dinheiro de verdade.

Quer melhor metáfora para o que o Hugo Chávez e Nicolás Maduro fizeram com a economia de um dos maiores produtores de petróleo do mundo?

4.
O IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do Brasil estagnou.

Permanecemos atrás até da Venezuela, que tem 81,8% da população na miséria – sendo 51,5% em pobreza extrema.

Nada que não possa ser resolvido com o retorno do PT ao poder, em 2018.

Lula sabe muito bem o que não deu certo no governo Maduro (Maduro é a Dilma do Chávez) e o que deu errado no governo Dilma (Dilma é o Maduro do Lula).

Com Lula lá de novo, só não chegaremos aos 100% de miseráveis porque tem sempre os 10% de petistas, filopetistas e isentões que vão se dar muito bem.

Os venezuelanos se preparem morrer de inveja (se não morrerem antes de fome) porque não podem ressuscitar a jararaca deles, e nós, pelo visto, podemos dar uma sobrevida à nossa.

E aguardem que, tudo correndo como apregoa a Folha de São Paulo, em breve haverá apreensão de milhões de reais em alguma favela paraguaia.
Grana que eles irão lavar para imprimir guaranis.

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