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Arquivos por mêsdezembro 2016

Direção e sentido

 

Um espectro ronda o Brasil – o espectro da reforma política.

Lula quer se livrar do PT, sigla que carrega uma urucubaca desde que virou vírgula na Lava Jato, e articula uma frente de esquerda.

O PMDB quer se livrar do PMDB, sigla que conjura todo o fisiologismo, oportunismo e falta de caráter, e estuda voltar a ser MDB, como nos tempos da ditadura – esquecendo que essas três letrinhas eram um balaio de gatos que reunia de democratas a comunistas, de intelectuais de esquerda a sindicalistas, de gente sensata a marxistas. 

Vão mudar os nomes para não ter que mudar nada.

De repente, o PT reencarna no PSOL, que sempre foi uma espécie de Plano B do PT.

E o PMDB continua o mesmo Monte De Bosta de sempre.

Ambos sob nova direção, mas com o mesmo cheiro.

~

O Feicebuque está lançando (por enquanto, só nos Estados Unidos) uma ferramenta para combater notícias falsas.

Quando um factoide for compartilhado, aparecerá um aviso indicando que aquela postagem é questionada por uma empresa de checagem de fatos – ou “fact checking”, como vamos preferir dizer em Português.

O usuário continua livre para postar ou não – mas o faz sabendo que está espalhando uma mentira.

Já pensou se isso existisse na época da campanha da Dilma?
A cada postagem petista, um popape pulava na cara do militonto, lembrando-o que os fins não justificam os meios – ainda mais se os meios forem ilícitos e os fins, escusos.

Pensando bem, os petistas vão ter que procurar outra rede social.

E não só eles: os que pregam intervenção militar, os conspiracionistas de plantão – e mesmo os divulgadores de dietas milagrosas, de provas incontestáveis de que há vida após a morte, das imagens reais de discos voadores…

Isso aqui ficará um lugar mais saudável pra se conversar.
E quando a gente quiser dar boas gargalhadas, é só ir visitá-los no Fakebook.

Órfãos

 

Não, a natureza não é sábia.

Nos dá sonhos quando a juventude bastaria para nos fazer felizes, e nos retira o dom de sonhar quando a vida mostra a verdadeira face.

Dá vigor quando não sabemos como aproveitá-lo, e só concede sabedoria quando já não temos forças para fazer bom uso dela.

Nos dá avós quando tudo neles soa antiquado, obsoleto – e é quando envelhecemos que os avós seriam nossos melhores conselheiros.

Nos dá um pai quando julgamos saber tudo e tudo parece durar pra sempre – e o leva embora quando, perplexos, mais precisamos de seu braço, ao perceber que tudo acaba.

Nos dá mãe quando o que queremos é o mundo lá fora, a liberdade, achar o próprio caminho – e ela já não está quando esse caminho nos traz de volta à casa vazia, silenciosa, morada da memória, da saudade.

Somos todos órfãos – órfãos consumados, órfãos por vir.

O mundo é um imenso orfanato.

Apedeutas

 

Pena que meus amigos petistas não frequentem mais meu mural – talvez por eu ter bloqueado a maioria deles – e muitos nem falem mais comigo – quem sabe, pelo mesmo motivo.

Mas volta e meia vou dar uma espiada no que alguns deles andam postando, pra ver se evoluíram, se caiu a ficha, se o neurônio pegou no tranco.

Nada.

Lamento, porque eram pessoas inteligentes em outras áreas. Alguns tinham até um baita senso de humor.

Como acreditavam na lei da gravidade, no heliocentrismo e admitiam sem problemas que a Terra fosse mesmo redonda, era natural que aceitassem as leis da Física, os princípios matemáticos e as evidências.

Mas não.

Estavam todos lá, ontem, deblaterando contra o teto dos gastos (game over, guys!) e a reforma da Previdência.

Não sabem (ou fingem não saber, o que é uma forma ainda pior de ignorância) que o teto dos gastos foi proposto pelo Palocci no governo Lula como forma de garantir um crescimento sustentável. Mas uma então ministra chamada Dilma Rousseff torpedeou a ideia, tachando-a de “rudimentar”.

Logo Dilma, uma das formas mais rudimentares de inteligência de que se tem notícia, com QI de procariota, prevaleceu e nos lançou nesse esquema de pirâmide financeira que viraram as contas públicas.

Não só gastou-se muito (muito mais do que se podia gastar), mas, principalmente, gastou-se mal.

Bilhões foram desperdiçados em obras mal planejadas, levadas adiante com o único objetivo de arrecadar dinheiro, através de superfaturamentos, para os partidos e os políticos.

O PT roubou até na obra do Museu do Trabalhador, em São Bernardo do Campo!

E o que querem os queridos amigos petistas? Que continue assim. Que quem sabe insistindo mais um pouco no erro, as leis da física possam ser entortadas, as equações matemáticas se equilibrarão graças a alguma variável que ainda vamos inventar, e no final tudo vai dar certo – porque é assim que funciona o pensamento mágico.

O remédio agora é amargo. Seria mais fácil tomá-lo se o governo que nos quer empurrá-lo goela abaixo desse o exemplo – cortando suas mordomias, seus super salários, suas aposentadorias indecentes. Se deixasse de lado o corporativismo, se não se colocasse acima da lei.

Mas não dá pra esquecer que este governo também é parte da maldita herança petista. Que está tentando salvar os dedos para não perder a mão (os anéis já se foram).

Quem sabe depois da votação da reforma da Previdência, com a economia voltando a respirar sem aparelhos, o trem recolocado nos trilhos, o avião reabastecido, os amigos petistas se reencontrem com o mundo real.

Eu superei, ali pelos seis anos, a revelação de que Papai Noel não existia.
Os petistas também hão de conseguir.
Só temos que ter mais um pouquinho de paciência.

Nosso Bill

 

Bill Clinton ganhou um blow job de uma estagiária, mas aquilo não configurava adultério, porque sexo oral não é sexo – certo?

Bill Clinton matou um baseado, mas aquilo não configurava uso de drogas, porque ele fumou, mas não tragou. E tragar é que caracteriza o lance, certo?

Jaques Wagner ganhou dois relógios, valendo R$ 80 mil, como propina. Mas guardou e nunca usou, nem olhou as horas. E propina guardada não é propina, certo?

Cada país tem o Bill Clinton que merece.

Fora Temer, volta Lula, ou

 

Fora Temer 01

ou “A arte de errar, persistir no erro e achar que o inferno são os que tentam corrigi-lo”

É patético ver quem apoiou incondicionalmente os governos que nos lançaram – por incompetência, ganância e falta de escrúpulos – nesta crise sem tamanho, vir agora protestar contra quem tenta tirar o país do fundo do poço.

Se voltam contra quem eles mesmos elegeram – Temer e Pezão, ambos corruptos – mas não por serem corruptos, e, sim, por ter recaído sobre eles o ônus de arcar com a conta da corrupção.

Fecharam de novo, hoje, a Rio Branco e a Primeiro de Março para protestar contra o corte de gastos – como se houvesse alternativa.

Protestam por ter sido impedidos de entrar na Assembléia Legislativa – atitude que, do carro de som, bradam ser “antidemocrática” – como se sua forma de se manifestar, impondo seu ponto de vista no grito e com quebra-quebra, fosse parâmetro de comportamento democrático.

Numa coisa, entretanto, estão certíssimos: não temos que pagar essa conta.

Quem tem que pagar, na minha opinião, são os petistas, não os brasileiros.

Eles que roubaram e apoiaram o roubo, que cubram o déficit.
Eles que elegeram Lula, Dilma e Temer, que os embalem.
E nos entreguem de volta o país como o receberam, em 2002.

(Esperei pelo confronto, pra ver se rolava alguma foto mais dramática, mas tudo correu na santa paz, e segui meu rumo.

Os cravos no colete indicam que os policiais cumprem sua missão, mas estão solidários com os manifestantes.)

 

Isenção unilateral

 

A Carta Capital, quem diria!, recebeu 3,5 milhões da Odebrecht.

Mas não foi doação. Foi empréstimo.

E a pedido do Guido Mantega, então Ministro da Fazenda.

Não adianta se perguntar por que cargas d’água um Ministro da Fazenda pediria dinheiro emprestado para uma revista – que por acaso tem como única missão na vida defender o PT.

Ou por que a Carta Capital não foi a um banco, ou a um agiota – e preferiu pedir dinheiro emprestado a uma construtora.

A dívida foi paga em publicidade (na própria revista, claro) e patrocínios a eventos.

Pelo menos não foi em “assessorias”, “palestras” ou textos na base do copipeiste da internet, como é mais usual nesses casos.

Com financiamentos assim, é mais fácil (parodiando o “Sensacionalista”) ser uma revista isenta de verdade.

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O governo petista da Venezuela (regime similar ao bolivariano que tivemos por aqui) prossegue nos avanços sociais.

Depois de conseguir para o trabalhador venezuelano uma inflação de 500% ao ano, agora inova com um confisco de Natal.

O povo tem 72 horas para trocar as cédulas de 100 bolívares, que correspondem a 77% do dinheiro em circulação no país.

Passado esse prazo, a cédula perde o valor.
Quem não trocou, trocasse.

O motivo não é tirar dinheiro de circulação, mas “combater máfias apoiadas pelos Estados Unidos”.

Aham.

~

Os chineses tentaram com dumping.

Os terroristas árabes tentaram com bombas e ataques suicidas.

Os russos optaram pela estratégia mais radical de eleger o Presidente da República e deixar que ele se encarregue do serviço sujo.

Thug life.

Vulgo

 

– Caju, Primo e Angorá, que bom que vocês vieram.

– Qualé a parada, Chefia?

– Eu não convocá-los-ia num domingo se a parada não fosse sinistra.

– O Caranguejo deu com a língua nos dentes?

– Não. Caranguejo não é dedo duro, como o Ferrari.

– E cadê o Justiça?

– O Justiça tarda, mas não falta. Deve estar acertando o lance com os parça dele no Supremo.

– Bom mesmo, porque o Botafogo é o próximo da fila.

– E eu achando que flamengo é que era tudo bandido…

– Bandidos eram o Amigo e a Anta! Nós viemos para botar ordem nesse puteiro.

– É. Eu quase me esqueço disso. Mas vamos ao que interessa. Feio, Feia, Todo Feio, Moleza, Decrépito e Boca Mole encalacrar-se-ão junto conosco.

– Tudo pé de chinelo.

– Sim. Propina de menos de um milhão dá-me asco. Não misturar-me-ei a essa gentalha. Para dividir cela conosco, em Curitiba, tem que ser de Polo e Campari pra cima.

– Gremista e Gripado tão dentro, então.

– Sim, junto com Babel e Bitelo.

– Coitado do Babel. Perdeu a vista do Le Vue e agora vai ver o sol nascer quadrado em Santa Cândida…

– Junto com Pequi e o Kimono.

– Misericórdia!

– Não, o Misericórdia não recebeu nem meio milhão. Esse deve ficar com os da laia dele, Las Vegas, Corredor, Comuna, Goleiro, Moleza e Diplomata.

– Mas, Chefia, afinal por que esta reunião ministerial de emergência? Se era pra tratar de propina, podia ser durante o expediente mesmo, como temos feito todos esses anos.

– A chapa esquentou e esquentar-se-á ainda mais. Temos que ver se vaza logo algo do Mineirinho, pra desviar o foco.

– Ou de Italiano, Kibe, Esfiha, Bob, My Way, como naqueles bons tempos em que só havia vazamentos seletivos do lado de lá, da turma do Brahma e da Estarrecida.

– Nem me falem, nem me falem! Eu era feliz e não o sabia.

– Mas, afinal, pra que é que fomos convocados para essa reunião, em pleno domingo de rebaixamento do Inter?

– Preciso saber se ainda tem algum resto de campanha, alguma doação não contabilizada, algum por fora, um resto dos 10%, alguma coisa na Suíça ou nas Ilhas Cayman, alguma joia do Cabral, o que for.

– Vai rapar o tacho e fugir??

– Não. É para os 77 ex-executivos da Odebrecht. Suborná-los-ei para que me deem um apelido decente. Por 10 milhões, consigo que me chamem de “Líder Inconteste”. Por 15, viro “O Magnífico”. Por 20, “O Cauã do Jaburu”.

– Acho que já torramos a grana toda…

– Cáspite! Com que cara encará-la-ei, à Marcela, quando a nação inteira estiver a referir-se a mim como “Bundão”, “Vacilão” ou “Brocha”?

– Tente negociar. Eles já devem estar com os cofres cheios. Imagine quanto a horrorosa da Lídice da Mata não deve ter pago para ser chamada só de “Feia”?

Valor nominal

 

Dizem que político brasileiro não vale nada.

Isso é um baita erro de avaliação.

Michel Temer, sabe-se agora, vale 10 milhões.

Parece muito, mas é menos da metade do que vale o Romero Jucá (22 milhões) e equivale a um Eduardo Cunha.

Renan Calheiros, tão supervalorizado, vale quase o mesmo que Rodrigo Maia (500 mil e 600 mil, respectivamente).

São precisos dois Geddel Vieira (ou um Geddel e um Eunício de Oliveira) para comprar um Eliseu Padilha (os dois primeiros custam 2 milhões cada; o terceiro, você mesmo calcula).

E isso é só a primeira das 77 delações.
O valor de mercado deles deve subir muito (mas bota muito nisso) até o final das investigações.

Nada, claro, que se compare a um Lula – mas aí também era querer demais.

Quem não vale nada somos nós.

Eduardos

 

Nada mais nosso que o nosso nome.

Ele define, numa palavra, tudo que somos – sem precisar de nenhum adjetivo.

Basta alguém dizê-lo e ali estamos nós, inteiros. Nossa imensa e infinita complexidade em poucas letrinhas.

Por isso, e porque cada um de nós é (ou se acha) único, ninguém mais devia ter o nosso nome.

Muita gente pensa como eu, e batiza os filhos com nomes inventados.
Whindersson. Claudislene. Wandisnélson. Gilmelândia.

A gente ri, balança a cabeça, acha que é coisa de pobre.

Né não.

É coisa de gente que entendeu que não é só escova de dente e senha do feicebuque que não se deve compartilhar.
Os nomes próprios também não.
Jamais.

Xará, como telemarketing e chuva no fim de semana, são coisas que não precisavam existir.

Mas existem – e a gente convive com eles: as operadoras de telemarketing e suas frases decoradas, o toró nos pegando de cadeira na mão e já lambuzados de protetor solar, e pessoas que insistem em atender pelo nome que é nosso.

Se não podem sair por aí batizando de Coca Cola os refrescos de groselha, deveria haver uma patente que garantisse o nome Eduardo como sendo só meu – mesmo eu sabendo que o devo a outro Eduardo, o Brigadeiro Eduardo Gomes.
Bem, a lei só vigoraria a partir do dia do meu batizado.

Mas eu não nasci Eduardo: tornei-me Eduardo.

Por nove meses, como se o útero de minha mãe fosse um experimento de mecânica quântica, fui uma espécie de gato de Schrödinger, ao mesmo tempo Eduardo e… Rita de Cássia.
Era a alternativa para o caso de haver um cromossomo X em vez de um Y, essa mudancinha de nada que muda tudo.

Daí não só os Eduardos me parecerem todos uns usurpadores, mas também as Ritas de Cássia – essas que me roubavam algo que apenas potencialmente um dia me pertencera, mas que nem por isso deixava de ser meu.

E então, um belo dia – exatamente um 11 de dezembro, como hoje -, minha tia Maria Odete deu à luz um casal de gêmeos.
E decidiu, sem combinar nada comigo, sem me pedir permissão ou pagar royalties, e certamente sem saber da história dos meus nomes, que eles se chamariam Eduardo e Rita de Cássia.

Me lembro de vê-los, pequeninos, rechonchudos, e imaginar – antes mesmo de os cientistas sonharem com essa maluquice de universos paralelos – que ali a história, tendo partido do mesmo ponto, se bifurcara, tomara outro caminho.

Os primos Dudu e Ritinha eram, na minha fantasia, uma versão alternativa – revista, melhorada e ampliada – do que eu fora, uma década antes.

Nunca disse isso a eles, até porque convivemos pouco, separados primeiro pela idade, depois pela geografia.

Hoje os acompanho à distância, no mundo virtual.
Parecem não ser mais os bebezinhos que eu via no colo da tia Maria Odete, paparicados pelo tio Wanuzzi, pelo Luiz, o Wanuzzinho, a Maria Emilia (o André ainda não existia).

Não sabem que houve um tempo em que pensei que, se tivesse filhos, talvez viessem a se chamar também Eduardo e Rita de Cássia.

Deve ser besteira minha isso de pensar que ninguém deveria ter o nosso nome.

Ser xarás nos aproxima, faz com que nos enxerguemos um pouco mais no outro, como se fôssemos feitos da mesma matéria, das mesmas coisas imateriais.

Pensando melhor, talvez devêssemos ser (como eu, o Eduardo e a Rita) todos xarás.

Feliz aniversário, primos!

Salvação

 

Pouca coisa me fascina tanto quanto a lógica cristã.
Só é páreo para a lógica petista.
Principalmente porque, em ambos os casos, são tudo, menos lógicas.

O goleiro Vítor Ressurreição (de quem possivelmente nenhum de nós nunca ouviu falar até hoje) recusou em 2015 um convite para jogar na Chapecoense.

Por ser membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia, não poderia treinar aos sábados. Como o clube não topou essa condição, ele foi parar num tal PSTC Procopense (do qual, tampouco, jamais tinha tido notícia).

Com o acidente da LaMia, o tal Ressurreição vem, cristãmente, a público, afirmar que Deus o salvou do desastre.

“Minha crença em Deus acabou me livrando do desastre. Se eu tivesse aceitado abdicar de minha fé, eu poderia ter estado lá naquele avião. Minha família, meus dois filhos e minha esposa estariam chorando hoje.”

Simples assim.

Deus o salvou por sua fidelidade a um preceito específico do Antigo Testamento, e destroçou os infiéis que colocaram o esporte acima das interdições divinas.

“Deus tem um plano de vida para cada um. Naquele momento ele me pressionou a não aceitar a proposta. (…) Sempre fui obediente a Deus e de alguma forma essa obediência acabou me poupando.”

Resta saber por que teria havido seis sobreviventes a bordo.
Vai ver, violavam a lei do sábado, mas não comiam carne de porco.
Ou não tocavam mulher menstruada.
Ou degolavam ovelhas como oferenda.

E permanece uma incógnita por que essa divindade misericordiosa não dizima os 90 e tantos por cento da humanidade que treinam, cultivam, comerciam, dirigem e fazem de um tudo nos sábados.

Mas Deus é fiel.
Deus é amor.
Mata setenta e uma pessoas, deixa uma cidade inteira em choque, faz chorar milhares de pessoas – só para mostrar a um sujeito – um ano depois! – que quem não guarda o sábado merece morrer.

Que falta faz Deus ter um perfil no feicebuque.
Um “like” na página do moço dava bem menos trabalho.