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Arquivos por dia21 21UTC março 21UTC 2016

Muvuca

 

Não vejo a hora de acabar essa muvuca política.
Não pro país voltar a crescer, nem pro dinheiro roubado retornar aos cofres públicos, os bons serem recompensados e os maus, castigados (ou ficarem loucos, como em qualquer final de novela que se preze).
O que eu queria era ficar menos monotemático nas postagens.

Até acordo querendo esmiuçar os sonhos intranquilos que tive enquanto o vizinho de baixo berrava coisas desconexas madrugada adentro. Ou desenvolver os esboços de textos sobre palimpsestos, palíndromos, bustrofédons e catacreses.

Mas abro o jornal e…

1.
Chico Buarque proíbe que Cláudio Botelho continue usando suas canções num espetáculo chamado “Todos os musicais de Chico Buarque em 90 minutos”.
Isso porque o ator e diretor ousou incluir um caco no texto, mencionando um ex-presidente preso e uma presidenta ladra.
O público interrompeu a apresentação, de punhos erguidos, aos gritos de “não vai ter golpe” – e Chico, eterno paladino da liberdade de expressão, censurou o espetáculo.

Cantar ou encenar Chico, doravante, só com atestado de pureza ideológica e alinhamento partidário.

2.
Caetano Veloso, que andava inexplicavelmente calado, compara as manifestações pelo impeachment às passeatas a favor da ditadura militar.
“Toda movimentação no sentido dessa tentativa de diminuir a desigualdade enfrenta a oposição da elite”, mandou, na lata – como se os milhões que foram às ruas no domingo passado fôssemos sinhás inconformadas com o batuque vindo da cozinha.

3.
Aderbal Freire-Filho – atualmente em relacionamento estável com a sra. Marieta Severo – escreve que “eleger a pauta do combate à corrupção como bandeira é uma tática para esconder outros interesses”.
Que interesses esconderá a defesa da corrupção?

4.
Enquanto o PT exerce seus podres poderes, cidadãos cansados de ridículos tiranos fazem o carnaval.

5.
(Meus ex-heróis – Chico, Caetano – sofrem de algum tipo de psicose.
Meus inimigos estão no PT.
Ideologia cega – quem precisa disso pra viver?)

6.
No mais, me larga, Caetano. Não enche.
Você não entende nada, e eu não vou te fazer entender.