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Arquivos por dia16 16UTC fevereiro 16UTC 2016

Empoderemos

 

Empoderemos as fêmeas de todas as espécias: da universa à átoma, da presidanta à mosquita .

Se não com ações, com a vocabulária. Porque a língua portuguesa é machista, misógina e opressora. Abaixa a língua portuguesa!

Por que “o chinelo”, quando se desgasta, vira “a chinela”?
Por que “o tesouro” é podre de rico e “a tesoura”, trabalhadora braçal?
Por que “o jantar” é chique e “a janta” é só o almoço requentado?

Todo o poder não só às mosquitas, mas também às viras, como a vira da zica, a vira da denga.

(Na verdade, o poder também é machista: toda força, toda honra e toda glória a todas as seras da sexa feminina, das répteas às peixas, das fungas às insetas.)

Por que “o algoz” e “a vítima”? Pois que haja também as algozas e os vítimos!

Por que “o gênio” e “o ídolo”? Louvemos as gênias e as ídalas!

Onde estão as anjas, as membras, as cônjujas?

Fora a dominação masculina da corpa feminina: que a partir de hoja as mulheres desfrutem, soberanas, de suas seias, e sejam donas de sua útera, de sua ovária e, mais que tudo, de sua hímena e sua clitora.

Somente empoderadas, as mulheres serão livras para ter orgasmas múltiplas em cada coita.

Abaixo o aipim, viva a mandioca.
Vinde, abóbora. Xô, jerimum.

Voltemos ao matriarcado ancestral: a sol, o lua. O noite, a dia.

Sem essa de florzinhas só na primavera: e na outona, na inverna e na verão, nada? Em todas as mesas da ana, de janeira a dezembra. E não só as letras, também as númeras.

Por que o vácuo indo pelo universo afora, e a vaca só pro brejo?

Empoderemos as sapas, as besouras, as gavioas, as polvas, as tatuas e as tigras. Sem esquecer das pernilongas e mosquitas.

E, acima de tuda, salve a Anta – sem a qual nada dissa seria possiva.

Sete linhas de defesa para Lula usar diante do malvado Sérgio Moro

 

1. Lula é sonâmbulo. Nas 111 vezes em que esteve no sítio, estava dormindo. Os sócios do filho, por orientação médica, não o acordaram. Ele não se lembra de nada.

2. Os sócios do filho do Lula são um casal homoafetivo que ainda não saiu do armário. Lula e d. Marisa vão lá para parecer que são os donos, assim os vizinhos não ficam pondo maldade no fato de dois homens terem um sítio com lago em forma de coração e pedalinho de cisne.

3. Lula vai ao sítio apenas para acompanhar d. Marisa, que se apegou muito aos patos do local. Ela deseja adquiri-los e é ele quem vai pagar o pato.

4. O GPS dele é um modelo ching ling, e por isso ele sempre se perde a caminho da sede do sindicato, indo parar em Atibaia. Para não ter que voltar de noite, acaba pernoitando. Vai, inclusive, processar a loja da 25 de Março que lhe vendeu o GPS.

5. Lula vai lá por causa de d. Marisa, que leu nalgum lugar que, se houver impeachment e o Cunha assumir, será decretado Estado de Sítio. Ela quer estar preparada para essa eventualidade, por isso tem estado no sítio.

6. O sítio é deles, sim, e não está em nome de terceiros. É que, na intimidade, eles se chamam de “Fernando” (uma referência brincalhona ao Fernandinho Beira-Mar) e “Jonas” (por ela estar uma baleia).

7. Aquilo não é sítio. É chácara.

(ilustração meramente imaginativa)